Em Alta NotíciasPessoasConflitosAcontecimentos internacionaisPolítica

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Dois membros do BCE indicam que não haverá alta de juros na próxima reunião

Membros do BCE sinalizam que é cedo para subir juros na próxima reunião, diante da incerteza sobre o conflito no Oriente Médio e dados fracos na zona euro

La presidenta del BCE, Christine Lagarde, en una imagen de archivo.
0:00
Carregando...
0:00
  • Dois membros do conselho do BCE afirmaram que é cedo para subir custos de endividamento já na próxima reunião, citando incerteza sobre o conflito com o Irã.
  • O governador do banco central da Grécia, Yannis Stournaras, e o homólogo da Lituânia, Gediminas Simkus, destacaram a necessidade de esperar mais dados antes de aumentar as taxas.
  • O chefe de economia do BCE, Philip Lane, avaliou que a duração da guerra no Oriente Médio dificulta definir uma resposta firme ainda para a próxima semana.
  • Dados econômicos ruins: a Alemanha reduziu pela metade a previsão de crescimento e o índice PMI caiu abaixo de 50, indicando contração no setor de serviços.
  • Mercados não esperam mudança na próxima reunião, mas precificam duas altas de 0,25 ponto percentual em 2026, elevando a taxa de depósito para 2,5%.

Dois membros do conselho de governo do Banco Central Europeu indicaram que ainda é cedo para subir os custos de endividamento na reunião da próxima semana. Eles citam a incerteza causada pelo conflito com o Irã e a necessidade de observar mais dados antes de qualquer ajuste.

O governador do banco central da Grécia, Yannis Stournaras, afirmou que devem ser consideradas as incertezas e a possibilidade de o conflito terminar em breve. O homólogo da Lituânia, Gediminas Simkus, reiterou que, embora não descarte aumentos neste ano, não deveria haver alta na próxima reunião de política monetária. A posição foi compartilhada também por Martin Kazaks, da Letônia, em declarações ao Financial Times.

Kazaks disse que não há pressa para agir e que é possível coletar mais dados antes de formar o ponto de vista do BCE. Enquanto isso, as expectativas de mercado indicam menor urgência para mudanças a curto prazo, com foco em dados que possam esclarecer o impacto da guerra na inflação e no crescimento.

Contexto econômico

Dados da zona do euro mostram sinais de fraqueza. A Alemanha reduziu pela metade a projeção de crescimento para o ano, de 1% para 0,5%. O PMI de manufatura e serviços caiu abaixo de 50 pela primeira vez desde 2024, sinalizando contração em partes do setor.

Christine Lagarde afirmou que a duração do conflito e os efeitos indiretos sobre energia dificultam a definição de uma resposta. O chefe de economia do BCE, Philip Lane, reconheceu a incerteza sobre a duração da crise e o impacto provável na economia europeia.

Perspectivas de mercado

Mercados convergem para a manutenção da taxa de depósito na próxima semana, mas preveem possível alta de 0,25 ponto percentual no depósito em 2026, elevando a taxa para 2,5%. Com inflação estimada próxima de 3%, há expectativa de aumento ocorrido ainda no segundo semestre de 2026.

O austríaco Martin Kocher destacou que ainda não é possível prever o resultado da reunião, dada a rápida evolução dos acontecimentos no Oriente Médio. Ele ressaltou que a decisão dependerá da evolução dos dados nos próximos dias.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais