- O Estadão anunciou o fim da Rádio Eldorado, que operava há 68 anos, em reunião com os funcionários na quarta-feira, 22 de abril.
- A equipe, de cerca de 60 trabalhadores, seria demitida, mas o Estadão afirma que não procede a informação de desligamento de todos e que parte pode ser realocada em outras áreas.
- O fechamento integra um reposicionamento estratégico do grupo, com mudanças no consumo de áudio e o crescimento de plataformas de streaming.
- O jornal recebeu R$ 1,12 milhão do Banco Master para publicidade institucional e patrocínio, incluindo cobertura de Fórmula 1; contratos foram firmados entre 2021 e 2025.
- A Eldorado não encerra a marca, que deve ser mantida em projetos especiais e eventos, com a programação redesenhada para formatos digitais.
O Estadão anunciou o fechamento da Rádio Eldorado, que existe há 68 anos. A decisão foi comunicada em reunião na última quarta-feira, 22 de abril, em São Paulo. A motivaçao apresentada foi o reposicionamento estratégico do grupo e mudanças no consumo de áudio, com crescimento das plataformas de streaming.
A emissora era mantida pelo Grupo Estado, e sua equipe é formada por cerca de 60 pessoas. A assessoria afirma que não procede a informação de demissão de todos os funcionários. Ainda serão avaliadas possibilidades de realocação de parte do quadro em outras áreas do grupo.
O Estadão destacou que o encerramento da Eldorado faz parte de uma transformação mais ampla no áudio do grupo, com foco na presença digital e em formatos multiplataforma. A operação de radiodifusão 107,3 FM será encerrada no dia 15 de maio.
Vínculos com o Master e patrocinadores
Conforme apurado pelo Metrópoles, o Estadão recebeu 1,12 milhão de reais de origem do Banco Master. O veículo confirma que houve divulgação de publicidade institucional do banco, incluindo campanhas de captação de clientes e abertura de contas, além de patrocínio da cobertura do GP Brasil de Fórmula 1.
Os contratos ocorreram entre 2021 e 2025. A assessoria afirma que os valores são brutos, antes de comissões, e correspondem aos montantes efetivamente negociados, não aos preços de tabela. Não incluem outros projetos, como eventos patrocinados.
Estrutura societária e governança
A reportagem aponta ligações entre o Estadão e o grupo de Daniel Vorcaro, preso pela primeira vez em 2025 por suspeitas de fraude financeira. O jornal contratou a gestora de Maurício Quadrado, sócio de Vorcaro, para estruturar uma operação de captação de recursos com grandes instituições financeiras e empresas privadas.
Entre os investidores estão Itaú, Santander e Bradesco, com aportes que totalizam 45 milhões de reais, além de outros recursos que somam 142,5 milhões a partir de 2024. Os investidores passaram a ter assento em partes do conselho, com poder de veto em decisões estratégicas, em uma estrutura que envolve o conselho de administração do Estadão.
Perspectiva futura
O Estadão afirma que a marca Eldorado não deixa de existir, mantendo-se em projetos especiais e eventos. Programas icônicos, como Som a Pino e Clube do Livro, devem ganhar novas formats com ênfase em vídeo e distribuição digital. O objetivo é oferecer formatos mais segmentados e mensuráveis aos parceiros comerciais.
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