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Governo negocia solução para dívidas do setor agro com prazo de seis anos

Governo propõe securitização com prazo de seis anos para renegociação de dívidas do agronegócio, discutindo condições para adimplentes e inadimplentes

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  • Governo propõe alternativa à securitização para renegociação de dívidas do agro, com prazo de seis anos, em vez de usar 30 bilhões do Fundo Social do pré-sal.
  • Câmara aprovou, em dois mil e vinte e cinco, projeto que autoriza o uso de 30 bilhões do Fundo Social com dez anos de pagamento, três de carência e juros de 3,5% a 7,5% ao ano.
  • Proposta do governo está na Comissão de Assuntos Econômicos do Senado, sob relatoria do senador Renan Calheiros, com Durigan e Calheiros em reunião recente.
  • Senado pode adiar a análise do texto da Câmara para permitir discussão com a senadora Tereza Cristina, vice-presidente da Frente Parlamentar do Agronegócio.
  • Governo também avalia envio de nova Medida Provisória para destravar renegociações, além de reconhecer deficiências operacionais nas linhas de crédito rural, mantendo o diálogo com o Congresso.

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva trabalha em uma alternativa para renegociar dívidas do agronegócio sem usar integralmente os R$ 30 bilhões do Fundo Social do pré-sal, conforme anunciou o Ministério da Fazenda nesta quinta-feira.

A proposta em análise prevê uma securitização com prazo de pagamento de seis anos, diferente do texto aprovado na Câmara no ano passado, que previa dez anos e juros variáveis de 3,5% a 7,5% ao ano.

A ideia foi apresentada pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan, em reunião com o senador Renan Calheiros, relator da Comissão de Assuntos Econômicos do Senado. Calheiros informou que o governo considera outras alternativas de custeio.

Durigan e Calheiros destacaram que há diferenças entre condições para adimplentes e inadimplentes, além de tratativas sobre juros conforme o valor negociado. O governo sinaliza manter diálogo com o Congresso antes de decisões.

O governo também avalia a possibilidade de enviar outra Medida Provisória para destravar renegociações, seguindo o padrão de liberações já ocorridas, como os R$ 12 bilhões do ano anterior.

Senadores ligados ao agronegócio apontaram ao ministro deficiências operacionais nas linhas de crédito rural, o que também é objeto de avaliação por parte do governo. A interlocução com o Congresso deve seguir antes de qualquer encaminhamento.

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