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Laços comerciais com a China fortalecem demanda por moedas do Brasil e da Austrália

Moedas ligadas à China sobem, com o real perto de 4,90 por dólar e o dólar australiano em nível de quatro anos, ante incertezas sobre os EUA

Cédulas de real — Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil
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  • Moedas de produtores de commodities divergem: real perto de 4,90 por dólar e dólar australiano em nível de quatro anos, enquanto dólar canadense e peso mexicano sobem pouco.
  • Brasil e Austrália têm a China como maior parceira comercial, fortalecendo vínculos econômicos com o país asiático.
  • Analistas apontam que a China parece mais estável que os Estados Unidos em riscos no Oriente Médio e tensões comerciais, apoiando moedas ligadas à China.
  • A China reportou PIB real de 5% no trimestre encerrado em março, com demanda externa contribuindo para o crescimento.
  • Mercados ficam cautelosos com perspectivas dos EUA, tarifas e conflitos regionais; encontro EUA-China em meados de maio pode influenciar cooperação com parceiros.

As moedas de países produtores de commodities mostram Divergência diante de preocupações com a economia dos EUA. Investidores buscam ativos fortemente ligados à China, enquanto o petróleo sobe e afeta as moedas. O real brasileiro e o dólar australiano sobem frente ao dólar.

O real avançou para cerca de 4,90 por dólar na segunda-feira, maior nível desde março de 2024. O dólar australiano atingiu a cotação mais alta em quatro anos em 17 de abril. Já o dólar canadense e o peso mexicano tiveram desempenho mais modestos.

Portanto, a narrativa de investidores aponta para uma resposta ligada a blocos econômicos. Brasil e Austrália mantêm laços comerciais fortes com a China, maior parceiro de ambos. A estabilidade relativa da China é citada como fator de apoio.

Fatores que movem as moedas

Takuya Kanda, analista sênior da Gaitame.com Research Institute, aponta que a China é vista como menos arriscada que os EUA em algumas frentes, o que favorece moedas associadas a Pequim. A resiliência do real é destacada por especialistas.

A Noruega, também produtora de petróleo, registra aumento do comércio com a China, com operações que quase dobraram entre 2015 e 2025, segundo o Instituto Norueguês de Estatística. Esse cenário reforça o papel da China como polo de demanda.

O PIB real chinês cresceu 5% no trimestre encerrado em março, divulgado pelo Departamento Nacional de Estatísticas. A demanda externa aponta para exportações robustas para Sudeste Asiático e Europa, sustentando o crescimento.

O mercado encara um ambiente de incerteza nos EUA, com política tributária e tensões no Oriente Médio. Dados de emprego de março mostraram força, mas sinais de desaceleração aparecem, e a gasolina mais cara ganhou relevância.

Perspectivas e riscos

Investidores monitoram a evolução do comércio e possíveis impactos sobre Canadá e México, que estão fortemente integrados aos EUA. O México e o Canadá se preparam para revisões do USMCA previstas para julho. Tensión continua entre Washington e Ottawa.

Analistas ressaltam que moedas atreladas aos EUA, como o iene e o won, têm apresentado quedas mais expressivas. A busca por proteção contra riscos pode favorecer ativos não atrelados ao dólar americano. As conversas entre EUA e China ganham relevância.

O encontro entre EUA e China, previsto para meados de maio, é visto como oportunidade para aprofundar cooperação com parceiros que mostram ceticismo em relação a Washington. A avaliação é de especialistas como o economista Nishihama.

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