Em Alta NotíciasPessoasAcontecimentos internacionaisConflitosPolítica

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Novas regras 2023–2025 elevam Custo Brasil em R$ 146,9 bi/ano

Mudanças regulatórias entre 2023 e 2025 elevam o Custo Brasil em 146,9 bilhões por ano, com maior alta no ambiente jurídico-regulatório

Os eixos que mais tiveram aumento líquido entre 2023 e 2025 foram os de custos no ambiente jurídico regulatório, de R$ 80,5 bilhões
0:00
Carregando...
0:00
  • Regras criadas entre 2023 e 2025 elevaram o Custo Brasil em 146,9 bilhões de reais por ano, ao comparar efeitos negativos e positivos.
  • Foram avaliados 45 atos normativos (leis, decretos, portarias e resoluções) em áreas trabalhista, tributária, ambiental e de energia.
  • O maior impacto aconteceu no ambiente jurídico regulatório, com aumento líquido de 80,5 bilhões de reais.
  • Em apenas dois dos doze eixos analisados houve queda de custos: financiamento de negócios (queda de 20,0 bilhões) e uso de infraestrutura (queda de 7,9 bilhões).
  • O saldo total aponta incremento de 290,7 bilhões de reais em custos, com potencial de queda de 143,7 bilhões, segundo metodologia do Movimento Brasil Competitivo.

Entre 2023 e 2025, normas aprovadas elevaram o Custo Brasil em 146,9 bilhões de reais por ano, segundo estudo da Fiemg. Foram analisados 45 atos normativos, entre leis, decretos, portarias e resoluções, abrangendo áreas trabalhista, tributária, ambiental e de energia.

O saldo líquido resulta de um incremento de custos estimado em 290,7 bilhões, ante uma possível queda de 143,7 bilhões com efeitos positivos. O balanço mostra avanços em alguns setores, mas o efeito agregado é de maior custo para as empresas.

A maior elevação ocorreu no ambiente jurídico regulatório, com alta líquida de 80,5 bilhões. Em seguida aparecem custos com emprego de capital humano (36,9 bilhões), tributos (28,9 bilhões) e insumos básicos (21 bilhões).

Na prática, o Custo Brasil cresce quando novas regras aumentam burocracia, tributos ou encargos. Ainda assim, houve avanço em certos programas de infraestrutura que reduziram custos em alguns eixos, segundo o estudo.

Entre os fatores positivos, o Novo Marco do setor elétrico é citado como ganho relevante. Já a lei das eólicas offshore elevou custos em outro eixo, impactando o equilíbrio do conjunto regulatório.

O estudo utiliza a metodologia do Observatório do Custo Brasil, criado em 2021 pelo Movimento Brasil Competitivo em parceria com o MDIC e a FGV. O objetivo é medir o peso relativo das regras sobre a competitividade.

Eixos com maior elevação

  • Ambiente jurídico regulatório: aumento de 80,5 bilhões, refletindo mudanças legais e regulatórias.
  • Emprego de capital humano: alta de 36,9 bilhões, incluindo impactos da reoneração da folha.
  • Tributos: aumento de 28,9 bilhões, com alterações de cobrança e bases de cálculo.
  • Insumos básicos: elevação de 21 bilhões, associada a custos de matérias-primas e componentes.

Eixos com queda líquida

  • Financiamento de negócios: redução de 20 bilhões, indicador mais expressivo de melhoria.
  • Infraestrutura: queda de 7,9 bilhões, puxada por programas de investimento público que estimulam o setor.

O estudo ressalta que, apesar das quedas em dois eixos, o país segue com pressão adicional sobre custos para investir, contratar, exportar e competir. A atualização não inclui dados de 2022, que ainda são necessários para uma visão completa do período.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais