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Ouro recua com menor expectativa de acordo EUA-Irã e petróleo sobe

Ouro recua ante menor otimismo sobre acordo EUA-Irã e petróleo em alta, com entradas fracas em ETFs de ouro no 1º trimestre, segundo o Commerzbank

Barras de ouro — Foto: Pixabay
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  • O ouro fechou em queda na Comex com entrega prevista para junho, a US$ 4.724,0 por onça-troy, após menor expectativa de acordo entre Estados Unidos e Irã e com o Estreito de Ormuz mantendo o petróleo em alta.
  • O petróleo Brent segue acima de US$ 100 o barril, sustentando pressões inflacionárias e ajudando a manter o cenário de volatilidade nos metais.
  • O Commerzbank informou entradas modestas de capital em ETFs de ouro no primeiro trimestre, bem abaixo do mesmo período do ano anterior, o que pode reduzir a demanda por ouro.
  • A imprensa israelense informou a saída de Mohammad Ghalibaf, presidente do Parlamento do Irã, das negociações com os EUA; Teerã já havia dito que não participa de negociações enquanto o bloqueio naval estiver vigente.
  • Apesar da demanda física por ouro ter recuado temporariamente, há expectativa de recuperação dos preços no médio prazo, conforme a evolução da política do Federal Reserve e de incertezas globais.

O ouro fechou em queda nos contratos futuros, diante da queda das expectativas de acordo entre EUA e Irã e da atuação de bloqueios no Estreito de Ormuz, que mantém o petróleo em patamares elevados. O Brent segue acima de US$ 100 por barril, alimentando preocupações inflacionárias.

Na divisão de metais da Nymex, o ouro com entrega em junho caiu 0,61%, cotado a US$ 4.724,0 a onça-troy. O movimento ocorre em meio a tensões entre Washington e Teerã e à continuidade das restrições no estreito, rota-chave de petróleo.

A imprensa israelense reportou a saída de Mohammad Ghalibaf, presidente do Parlamento do Irã, visto como moderado, das negociações com os EUA. Teerã já disse que não participará de conversas enquanto o bloqueio naval estiver vigente. Militares norte-americanos foram acionados para atuar contra embarcações que posicionam minas em Ormuz, conforme ordem de Donald Trump.

Mercados e fluxos de capital

Entradas modestas de capital em ETFs de ouro ocorreram no primeiro trimestre, segundo o Commerzbank. A nota aponta queda mais acentuada do que no mesmo período de 2024, o que pode reduzir a demanda por ouro. O preço elevado do metal também reduz a procura por joias, dizem analistas.

Ainda assim, a demanda física, embora pressionada, permanece pairando com incertezas. Um cenário de política monetária mais dovish por parte do Federal Reserve é citado como fator que pode sustentar a recuperação dos preços de ouro no médio prazo.

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