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Pagos e TNS preparam mercado para o comércio agêntico

Pagos e TNS promovem debate sobre comércio agêntico, discutindo consentimento, autenticação e governança de dados para iniciar transações por IA com segurança

Foto: Créditos: Freepik / DINO
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  • Pagos — Associação Brasileira do Ecossistema de Pagamentos — e a TNS promovem encontros para debater o comércio agêntico, modelo em que IA atua em nome do usuário nas etapas de pesquisa, escolha e pagamento.
  • O movimento prevê que transações sejam iniciadas por software, trazendo novos controles de consentimento, autenticação, governança de dados e responsabilização ao longo da cadeia (A2A — Agent to Agent).
  • A iniciativa reúne players como ACI Worldwide, Teros, Luby, E-comm, +Payments, Mazaltech, Holdify, Fastpay, MAPS Pay, entre outros, com foco em reduzir incertezas e avançar em pontos críticos como iniciação de transação, autenticação, segurança e fraudes.
  • Ilustram o cenário pilotos já em andamento no Brasil por empresas como Magazine Luiza e Visa, com projeção mundial de até US$ 1,7 trilhão até 2030, segundo a Época Negócios.
  • Líderes da Pagos destacam a necessidade de boas práticas de consentimento, autenticação, governança de dados e preparação de empresas para operar com segurança, previsibilidade e confiança no novo paradigma.

A Pagos — Associação Brasileira do Ecossistema de Pagamentos — e a TNS, fornecedora global de soluções de conectividade para pagamentos, promovem encontros para debater o comércio agêntico. O objetivo é organizar o debate técnico e operacional sobre a próxima onda de evolução nos meios de pagamento, com foco na atuação de agentes de IA na finalização de compras.

O modelo proposto prevê que agentes de IA descubram produtos, comparem opções, executem a transação e concluam o pagamento dentro de limites e preferências previamente definidos, como orçamento, marcas, prazos de entrega e consentimentos. A visão é que o comércio agêntico implique uma mudança estrutural no varejo, com IA capaz de raciocinar e atuar em múltiplos sistemas, indo além de bots simples.

Esse movimento tende a substituir o tradicional clique final por autorizações delegadas, exigindo novos controles de confiança, auditoria e segurança. A iniciativa visa preparar o mercado para transações iniciadas por software, demandando mecanismos de consentimento, autenticações, governança de dados e regras de responsabilização ao longo da cadeia, no chamado A2A (Agent to Agent).

Segundo reportagem da Época Negócios, o comércio agêntico pode movimentar até US$ 1,7 trilhão globalmente até 2030, com pilotos já em andamento no Brasil por empresas como Magazine Luiza e Visa. A tendência recebe impulso de iniciativas de grandes players de tecnologia e pagamentos ao redor do mundo.

Valéria Carrete, vice-presidente de Emissores da Pagos e diretora comercial da TNS na América Latina, lembra que o tema envolve a gestão de credenciais, consentimentos e riscos, indo além de uma simples mudança de interface. Ela destaca a importância de definir controles mínimos e preparar as empresas para operar com segurança em um ambiente em que IA inicia transações.

Para Lincoln Rocha, presidente da Pagos, a confiança no ecossistema depende da construção rápida de boas práticas de consentimento, autenticação, segurança e governança de dados. O objetivo é conectar empresas e especialistas para criar referências que ajudem todas as pontas a se preparar para o avanço do comércio agêntico.

A iniciativa reúne empresas como ACI Worldwide, Teros, Luby, E-comm, +Payments, Mazaltech, Holdify, Fastpay, MAPS Pay e outras. O grupo de trabalho planeja produzir ao longo de 2026 notas técnicas e recomendações para orientar tecnologia, instituições financeiras, credenciadoras, varejo e demais stakeholders na adoção segura do novo paradigma.

Contexto e desdobramentos

O debate acompanha pilotos e experiências públicas já em curso no Brasil, segundo a imprensa especializada. Ao longo de 2026, o grupo pretende consolidar diretrizes para iniciação de transações, autenticação, prevenção de fraudes, governança de dados e interoperabilidade de padrões entre plataformas e sistemas.

Participantes e objetivos técnicos

Além das duas organizações-fundadoras, o fórum reúne players de pagamentos, tecnologia e varejo. O objetivo é reduzir incertezas, acelerar a maturidade técnica e apontar boas práticas de responsabilidade, consentimento e segurança em ambientes com agentes de IA.

Sobre as organizações

A Pagos representa o ecossistema de pagamentos no Brasil, promovendo diálogo com reguladores e empresas. A TNS atua como infraestruturas de serviço para pagamentos, com foco em conectividade, gestão de dados e soluções personalizadas para o setor. Além do Brasil, a atuação abrange a América Latina e outras áreas, com foco em inovação e governança.

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