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Passagens aéreas podem subir até 25% com reforma tributária

Reforma tributária pode elevar passagens em até 25%, com alíquota da aviação em cerca de 26,5%, pressionando demanda e conectividade aérea

Funcionário da Latam entrega kit com lanche e água para passageiros na fila de check in de voo atrasado no Aeroporto de Congonhas, na zona sul da cidade de São Paulo, no início da tarde desta terça, 30 de setembro de 2025. Congonhas teve voos afetados por conta do fechamento do Aeroporto Santos Dumont, no Rio de Janeiro, para pousos e decolagens após um derramamento de óleo na pista. 30/09/2025 - Foto: LEANDRO CHEMALLE/THENEWS2/ESTADÃO CONTEÚDO
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  • O CEO da Latam, Jerome Cadier, afirmou que passagens aéreas podem subir até 25% com a reforma tributária, durante o Fórum Brasileiro de Aviação.
  • A reforma cria um IVA dual que unifica PIS, Cofins, ICMS e ISS, elevando a alíquota efetiva do setor para cerca de 26,5%.
  • O aumento tende a ser repassado aos passageiros e pode reduzir a demanda, principalmente em rotas menos rentáveis.
  • Hoje, o Brasil tem, em média, meia passagem por habitante ao ano, segundo Cadier.
  • O Ministério de Portos e Aeroportos avalia medidas para mitigar impactos, como incentivos à aviação regional e subsídio cruzado entre rotas.

A reforma tributária brasileira pode elevar o preço das passagens aéreas no Brasil em até 25%, segundo Jerome Cadier, CEO da Latam. A declaração foi feita durante o Fórum Brasileiro de Aviação nesta quinta-feira (23). O impacto viria da nova estrutura de tributação sobre o consumo, que incide sobre a aviação comercial.

A regulamentação aprovada em 2024 estabelece a transição para um modelo de IVA dual, unificando PIS, Cofins, ICMS e ISS. A alíquota efetiva para o setor pode chegar a cerca de 26,5%, pressionando custos das companhias e, na prática, levando ao repasse aos passageiros.

Cadier destacou que o encaramento das tarifas pode reduzir a demanda por voos, especialmente em rotas menos rentáveis, afetando a conectividade. O Brasil já tem baixa frequência de viagens aéreas por habitante, estimada em meia passagem por ano.

Medidas de mitigação

O Ministério de Portos e Aeroportos avalia mecanismos para atenuar os efeitos sobre o setor, como incentivos à aviação regional. Também está em estudo um modelo de subsídio cruzado entre rotas mais lucrativas e destinos menos atendidos, conforme apuração da CNN Brasil.

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