- O CEO da Latam, Jerome Cadier, afirmou que passagens aéreas podem subir até 25% com a reforma tributária, durante o Fórum Brasileiro de Aviação.
- A reforma cria um IVA dual que unifica PIS, Cofins, ICMS e ISS, elevando a alíquota efetiva do setor para cerca de 26,5%.
- O aumento tende a ser repassado aos passageiros e pode reduzir a demanda, principalmente em rotas menos rentáveis.
- Hoje, o Brasil tem, em média, meia passagem por habitante ao ano, segundo Cadier.
- O Ministério de Portos e Aeroportos avalia medidas para mitigar impactos, como incentivos à aviação regional e subsídio cruzado entre rotas.
A reforma tributária brasileira pode elevar o preço das passagens aéreas no Brasil em até 25%, segundo Jerome Cadier, CEO da Latam. A declaração foi feita durante o Fórum Brasileiro de Aviação nesta quinta-feira (23). O impacto viria da nova estrutura de tributação sobre o consumo, que incide sobre a aviação comercial.
A regulamentação aprovada em 2024 estabelece a transição para um modelo de IVA dual, unificando PIS, Cofins, ICMS e ISS. A alíquota efetiva para o setor pode chegar a cerca de 26,5%, pressionando custos das companhias e, na prática, levando ao repasse aos passageiros.
Cadier destacou que o encaramento das tarifas pode reduzir a demanda por voos, especialmente em rotas menos rentáveis, afetando a conectividade. O Brasil já tem baixa frequência de viagens aéreas por habitante, estimada em meia passagem por ano.
Medidas de mitigação
O Ministério de Portos e Aeroportos avalia mecanismos para atenuar os efeitos sobre o setor, como incentivos à aviação regional. Também está em estudo um modelo de subsídio cruzado entre rotas mais lucrativas e destinos menos atendidos, conforme apuração da CNN Brasil.
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