- A Rádio Eldorado encerra atividades após quase sessenta e oito anos no ar e demitir todos os funcionários.
- A emissora deixará a frequência 107,3 FM em 14 de maio e será substituída pelo Grupo Bandeirantes de Comunicação, após negociação com a fundação detentora da frequência.
- A decisão, segundo o Estadão, decorre de mudanças no consumo de áudio após a pandemia e do término da parceria com a Fundação Brasil 2000.
- O Grupo afirma que manter a rádio em outra frequência comercial elevaria custos sem retorno compatível; a Eldorado operava em frequência educativa, o que reduz custos, mas impõe restrições comerciais.
- A marca Eldorado continuará existindo em projetos especiais e eventos, com alguns programas redesenhados para formatos digitais.
A Rádio Eldorado encerra atividades após quase sete décadas no ar. A decisão foi comunicada nesta quarta-feira (22) a acionistas e aos trabalhadores da empresa. A emissora deixará a frequência 107.3 FM em 14 de maio.
No dia seguinte, 15 de maio, o Grupo Bandeirantes de Comunicação assumirá a alocação da frequência, após negociação com a fundação proprietária. A 107.3 FM era uma frequência alugada pela Eldorado.
O grupo Estado, proprietário da emissora, confirmou o encerramento por meio de nota. A decisão ressalta mudanças no consumo de áudio após a pandemia e a queda de demanda por rádios FM tradicionais.
Motivo e contexto
A nota aponta como fator central o término da parceria com a Fundação Brasil 2000, detentora da frequência 107,3 FM. O Estadão afirma que o reposicionamento digital está incluído na estratégia de expansão de presença online.
Segundo o comunicado, nos últimos dois anos a empresa intensificou produção audiovisual, ampliando a equipe com 14 colunistas multiplataforma. A Band deve ocupar o dial após a conclusão das tratativas.
A mudança já havia sido sinalizada no fim do ano passado, quando circulou a informação de que a Band poderia assumir o canal. Funcionários relataram que a confirmação interna ocorreu apenas após reunião de rotina.
Desdobramentos para a operação
A Eldorado opera em uma frequência educativa, com custos menores, mas restrições comerciais. A migração para um dial comercial traria despesas adicionais consideráveis, motivando a decisão de encerrar as atividades.
O grupo relata que não houve busca por alternativas comuns no setor, como venda de naming rights ou parcerias com investidores. Também foi destacada a ausência de uma equipe de venda de publicidade de áudio no Estadão.
Ainda de acordo com a nota oficial, a Eldorado manterá a marca em projetos especiais e eventos. Programas como Som a Pino e Clube do Livro devem ser redesenhados para formatos digitais.
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