- A Rádio Eldorado encerrará transmissões em FM na 107,3 em 15 de maio, com até 60 demissões anunciadas, incluindo colunistas (aproximadamente 25 a 30 profissionais CLT).
- A marca Eldorado será mantida em novos formatos, com conteúdos adaptados para vídeo e plataformas online.
- O fim da operação na FM ocorre após o término da parceria com a Fundação Brasil 2000; a decisão é atribuída a mudanças nos hábitos de consumo de áudio.
- O reposicionamento estratégico concentra-se no ambiente digital, com reformulação de programas como Som a Pino e Clube do Livro.
- O Grupo Estado vem ampliando investimentos digitais e audiovisual, mas apresentou prejuízos financeiros recentes (2024 e 2025), mesmo após captação de recursos e aquisição da NZN em 2025.
A Rádio Eldorado, referência cultural de São Paulo, encerrará as transmissões em FM no dia 15 de maio. A marca será mantida em formatos digitais, com conteúdos adaptados para vídeo e plataformas online, conforme comunicado do Grupo Estado divulgado nesta quinta-feira (23 abr 2026).
A operação na frequência 107,3 FM deve terminar com desligamentos de até 60 profissionais. Estima-se que entre 25 e 30 funcionários contratados pelo regime CLT deixarão a emissora, e o número pode chegar a 60 ao incluir colunistas.
O encerramento da concessão ocorre após o término da parceria com a Fundação Brasil 2000. A empresa aponta mudanças profundas nos hábitos de consumo de áudio, com avanço do streaming e queda do rádio tradicional, como razão principal.
Reposicionamento Digital
O grupo afirma tratar a decisão como parte de uma estratégia de foco no ambiente digital. Programas como Som a Pino e Clube do Livro devem passar por reformulações para formatos online e outros suportes multimídia.
Fundada em 1958, a Eldorado ganhou relevância pela curadoria musical e jornalismo cultural na capital paulista. Nos últimos anos, o Grupo Estado ampliou investimentos em produção digital, incluindo a aquisição da NZN em 2025.
Os movimentos ocorrem em meio a dificuldades financeiras. Mesmo com a captação de R$ 157,5 milhões em 2024, a Empresa S.A. O Estado de S. Paulo registrou prejuízos de R$ 15,3 milhões em 2024 e de R$ 16,8 milhões em 2025, conforme balanços publicados.
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