- A Torre Mohammed VI, em Rabat, é o edifício mais alto de Marrocos, com 250 metros de altura e 55 pavimentos, e começou a receber visitantes neste mês.
- O projeto tem custo de cerca de 700 milhões de dólares e inclui um Waldorf Astoria de 55 quartos, além de áreas de galerias e 26 lojas/consultas de escritórios.
- A torre fica no vale do Bouregreg, entre Rabat e Salé, e representa um marco no redesenho cultural e econômico da capital marroquina.
- A construção foi inspirada pela forma de um cohete e pela visita de Benjelloun a Saturno V, com o edifício descrito como símbolo do progresso da região.
- A inauguração ocorreu em meio a atrasos e aumento de custo estimado em cerca de 40%, influenciados pela pandemia de covid-19 e pela invasão da Ucrânia.
A Torre Mohammed VI, em Rabat, abriu oficialmente suas portas após oito anos de construção. Com 250 metros de altura e 55 andares, o edifício é o mais alto de Marrocos e abriga um Waldorf Astoria de 55 quartos, além de áreas para galerias e escritórios. O projeto teve um custo estimado de 700 milhões de dólares.
Situada no vale do Bouregreg, entre Rabat e Salé, a torre representa o avanço de uma das economias que mais cresce no Norte da África. A inauguração marca a consolidação de Rabat como polo cultural, ao lado de novos museus e galerias na cidade.
Quem está por trás do empreendimento é a promotora O Tower, controlada por três instituições financeiras lideradas pelo empresário marroquino Othmane Benjelloun. Entre os parceiros estão Bank of Africa e a seguradora RMA.
A construção da torre foi financiada pela família Benjelloun e envolveu a aquisição do BMCE Bank, que se tornou o Bank of Africa. O executivo 93 anos tem histórico empresarial desde a década de 1950, com vínculos com Goodyear e General Motors.
O formato cônico da obra foi inspirado numa viagem de Benjelloun aos EUA em 1969, quando testemunhou a preparação do foguete Saturno V para a missão Apollo 12. A assinatura estética busca simbolizar o avanço tecnológico da região.
Metade dos andares serão ocupados pelo Waldorf Astoria, com o restante destinado a uma galeria de arte e a 26 plantas de escritórios. Algumas unidades devem atender a empresas financeiras associadas a Benjelloun.
O projeto enfrentou atrasos significativos, com a pandemia de Covid-19 e a invasão russa da Ucrânia elevando o orçamento em cerca de 40%. O Mossorgano de obra informou que os imprevistos pesaram nos custos finais.
A Torre Mohammed VI entra na lista das torres africanas mais altas, atrás da Iconic Tower, no Egito, que tem 386 metros. A comparação ressalta o papel de Rabat como referência de desenvolvimento no continente.
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