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Treinamentos curtos de microlearning ganham espaço nas empresas

Treinamentos curtos ganham espaço nas empresas, permitindo learning contínuo, com acesso móvel, redução de custos e integração a estratégias de requalificação

Microlearning: treinamentos curtos ganham espaço nas empresas e mudam a forma de aprender no trabalho
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  • Empresas estão substituindo treinamentos de um dia inteiro por microlearning, conteúdo curto que pode ser consumido ao longo da rotina de trabalho.
  • Os módulos costumam ser vídeos ou slides de poucos minutos, com prática ou visão rápida entre tarefas, sem interromper a operação.
  • Mercado global do microlearning é valorizado em bilhões de dólares, com projeção de crescimento de US$ 3,1 bilhões em 2025 para US$ 9,63 bilhões até 2034.
  • Formatos como nanolearning (vídeos verticais de até dois minutos) já fazem parte de plataformas como o LinkedIn Learning, compondo conteúdos maiores.
  • O modelo aumenta o engajamento e amplia o alcance, inclusive para trabalhadores de linha de frente, mas exige medição de aprendizado e integração com estratégias híbridas de treinamento.

Os treinamentos longos, com apresentações extensas, perdem espaço em empresas que enfrentam agendas cada vez mais apertadas. O microlearning propõe conteúdo curto, contínuo e aplicável no dia a dia de trabalho.

A proposta é dividir o conteúdo em módulos rápidos, com vídeos ou slides de poucos minutos, acessíveis entre tarefas. A ideia é promover aprendizado sem interromper o fluxo de trabalho.

Segundo Ana Martin, head de Gestão de Mudanças da TGT ISG, o microlearning desenvolve pessoas de forma contínua dentro de uma jornada de aprendizagem. Os materiais são diretos e podem ser consumidos em até 10 minutos.

Isis Borge, sócia do Talenses Group, reforça que a rotina atual reduz blocos de tempo para treinamentos. Assim, profissionais aprendem entre uma tarefa e outra, sem afastar-se do expediente.

Do micro ao nanolearning

Alguns ambientes já adotam formatos ainda mais curtos, chamados nanolearning. Vídeos verticais de até dois minutos compõem cursos de até 20 minutos, explica Ana Plihal, do LinkedIn.

Esses micro conteúdos funcionam como porta de entrada para temas maiores, que ficam disponíveis para quem quiser aprofundar. O objetivo é oferecer a informação necessária no momento exato.

O uso facilita o acesso por dispositivos móveis, ampliando o alcance inclusive a trabalhadores que atuam na linha de frente, sem necessidade de computador. O engajamento tende a aumentar, segundo especialistas.

Engajamento, métricas e limites

A adoção do formato mixa com trilhas de aprendizado, metas e avaliações, sempre com alinhamento à cultura da empresa. A medição de absorção do conteúdo continua como desafio a ser superado.

Mesmo com maior engajamento de aprendizes, conteúdos curtos não substituem treinamentos mais profundos. Temas complexos ainda exigem imersões e tempo dedicado para mudanças de comportamento.

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