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Acionistas aprovam venda da Warner Bros. para a Paramount por US$ 111 bilhões

Ações aprovam venda da Warner Bros. para a Paramount por US$ 111 bilhões; conclusão depende de aprovações regulatórias nos EUA e na Europa

Myung J. Chun Los Angeles Times via Getty Images / Rolling Stone Brasil
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  • Acionistas da Warner Bros. Discovery aprovaram a venda para a Paramount Skydance em US$ 111 bilhões, com o fechamento previsto para o terceiro trimestre de 2026, sujeito a aprovações regulatórias nos Estados Unidos e na Europa.
  • A operação envolve pagamento de US$ 31 por ação, valor próximo a quatro vezes o preço das ações no ano anterior.
  • A fusão reuniria HBO, HBO Max, CNN, Harry Potter, Game of Thrones, CBS, Paramount+, Nickelodeon, Comedy Central, Food Network e Discovery Channel, mantendo Warner Bros. e Paramount operando separadamente; HBO Max e Paramount+ seriam unificados em uma única plataforma de streaming.
  • O CEO David Ellison garantiu promessa de lançar trinta filmes por ano entre os estúdios e manter janela de exibição de 45 dias nos cinemas.
  • Acordo enfrenta resistência de autoridades e personalidades da indústria, com investigações regulatórias em curso nos EUA, críticas de deputados e senadores, além de preocupações com a independência editorial da CNN.

Os acionistas da Warner Bros. Discovery aprovaram nesta quinta-feira a venda da empresa para a Paramount Skydance, em um negócio estimado em US$ 111 bilhões. O acordo prevê pagar US$ 31 por ação, valor próximo de quatro vezes o preço atual há um ano. A conclusão está prevista para o terceiro trimestre de 2026, sujeita a aprovações regulatórias nos EUA e na Europa.

A fusão reuniria HBO, HBO Max, CNN, Harry Potter, Game of Thrones, CBS, Paramount+, Nickelodeon, Comedy Central, Food Network e Discovery Channel, entre outros. A Paramount planeja unificar HBO Max e Paramount+ em uma única plataforma de streaming, mantendo os estúdios Warner Bros. e Paramount atuando de forma separada. O executivo David Ellison se comprometeu a lançar cerca de 30 filmes por ano entre os dois estúdios e estabelecer uma janela de exibição de 45 dias nos cinemas.

Contexto e entraves

A trajetória até o acordo não foi simples. A Warner rejeitou as ofertas iniciais da Paramount, apoiando uma proposta alternativa da Netflix avaliada em US$ 72 bilhões. A Paramount seguiu com uma proposta hostil e contou com recursos de fundos soberanos, incluindo o Fundo de Investimento Público da Arábia Saudita e capitais dos Emirados Árabes Unidos e do Catar, com direito a voto restrito na empresa resultante.

A fusão enfrenta resistência de parte da indústria e de autoridades. Mais de 1.400 profissionais assinaram uma carta contra o negócio, citando impactos negativos para criadores, empregos e opções de consumo. Parlamentares e procuradores-gerais estaduais manifestaram preocupações antitruste, com o estado da Califórnia já investigando o caso.

Detalhes regulatórios e operacionais

Na assembleia, foram rejeitadas, de forma consultiva, as remunerações do CEO de saída, David Zaslav, em potencial de até US$ 886 milhões. A Warner informou que o acordo depende de aprovações regulatórias nos EUA e na Europa dentro do prazo. O contrato prevê um mecanismo de ajuste de preço caso a conclusão não ocorra até 30 de setembro.

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