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Acionistas da Bayer pressionam CEO antes de decisão nos EUA

Acionistas pressionam o CEO da Bayer em AGM, com decisão da Suprema Corte dos EUA sobre Roundup ainda pendente e acordo de US$ 7,25 bilhões em jogo

Bayer diz ter feito progressos no caso Roundup, mas acionistas cobram por solução mais definitiva
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  • Acionistas pressionam o CEO Bill Anderson na Assembleia Geral Anual da Bayer, enquanto o litígio do Roundup nos EUA avança.
  • A Bayer busca resolver grande parte dos processos com um acordo de US$ 7,25 bilhões, enquanto a Suprema Corte dos EUA analisa uma decisão que pode enfraquecer fundamentos das acusações.
  • A empresa precisa de adesão próxima de 100% ao acordo, com reclamantes tendo até 4 de junho para optar pela participação.
  • Anderson, que assumiu em 2023, enfrenta metas de conter o litígio até o fim de 2026 e anunciaram cortes de custos e reorganização para tornar a Bayer mais ágil.
  • As ações da Bayer subiram mais de 70% no último ano, mas a empresa espera fluxo de caixa livre negativo neste ano devido aos pagamentos de litígios, além de enfrentar concorrência de genéricos para Xarelto e Eylea.

A Bayer enfrenta neste ano a tentativa de resolver o pesado litígio relacionado ao Roundup nos EUA. Acionistas aproveitam a assembleia geral anual para reforçar que os riscos aumentaram, incluindo para o CEO Bill Anderson, que assumiu em 2023 com a missão de conter os casos.

Durante a AGM virtual, Anderson reconheceu avanços em um pipeline farmacêutico mais sólido e nos esforços para mitigar as consequências legais da aquisição da Monsanto por 63 bilhões de dólares em 2018. Ainda assim, afirmou que o trabalho não terminou e que decisões importantes virão nas semanas seguintes.

O executivo ressaltou que a situação permanece ativa, com marcos a cumprir e decisões-chave no horizonte. A Bayer aguarda uma audiência da Suprema Corte dos EUA, com uma decisão prevista para junho, que pode impactar fundamentos legais das ações.

Panorama financeiro e acordo proposto

A empresa negocia um acordo de 7,25 bilhões de dólares para encerrar a maioria dos casos envolvendo o Roundup, embora conteste as alegações de que o herbicida cause câncer. O desfecho depende da adesão dos reclamantes, com prazo até 4 de junho para optar pelo acordo.

Investidores da Bayer destacaram que houve progressos na redução dos riscos legais, mas enfatizaram que ainda é cedo para considerar o tema resolvido. A participação dos reclamantes no acordo é vista como essencial para sua manutenção.

As ações da Bayer registraram alta superior a 70% nos últimos 12 meses, refletindo otimismo do mercado. A empresa sinaliza caixa livre negativo neste ano por pagamentos de litígios, já que contabiliza mais de 10 bilhões de dólares nesse suporte.

Desafios além do litígio

Além do Roundup, a Bayer encara competição de genéricos para Xarelto e Eylea, além de buscar reforço em seu segmento farmacêutico. Projetos como Kerendia e Nubeqa devem sustentar o crescimento em 2027, com lançamentos de Lynkuet e possivelmente Asundexian no radar.

Anderson também promove uma reestruturação, reduzindo camadas de gestão e eliminando empregos para tornar a Bayer mais eficiente. A direção sinaliza mudanças na estrutura societária, com possível impacto sobre estratégias de desmembramento.

O caso Roundup continua a moldar a percepção de risco entre investidores, que trocam mensagens de cautela com expectativas de decisões judiciais importantes nos próximos meses. A Reuters/Bloomberg mantém cobertura sobre os desdobramentos.

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