- A banca de inversión recomenda que a TSK siga adiante com a estreia na bolsa espanhola, após confirmar o interesse dos investidores e compromissos de compradores âncora.
- A empresa pretende captar 150 milhões de euros para financiar seu plano estratégico, com estreia prevista para 13 ou 14 de maio.
- Santander e CaixaBank coordenam a operação, com Banca March, JB Capital e Alantra também contratadas; Hogan Lovells cuida dos aspectos legais.
- A TSK tem presença internacional elevada, com mais de 90% das vendas fora da Espanha, e soma uma carteira de projetos de 1.300 milhões de euros; EBITDA de 99,7 milhões e lucro líquido de 32 milhões em 2025.
- A avaliação prévia fica entre 500 e 600 milhões de euros; após a oferta, o fundador Sabino García Vallina deverá manter cerca de 84% do capital, e o prospecto será registrado na CNMV aproximadamente uma semana antes do lançamento.
TSK avalia hoje, ou até segunda-feira no máximo, seguir com a introdução na Bolsa espanhola. A operação começa com o documento de intention to float (ITF), que torna público o interesse em debutar no mercado. bancos recomendam seguir adiante, após observar forte interesse de investidores.
A empresa asturiana também já tem compromissos de compradores, chamados investidores âncora, para entrar no capital. O objetivo é captar cerca de 150 milhões de euros para financiar o plano estratégico e facilitar o debut programado para meados de maio.
A TSK, empresa de engenharia com sede em Gijón, tem histórico de crescimento desde 2023. O veículo de saída ao mercado foi divulgado pela imprensa em novembro de 2025, e as projeções continuam estáveis apesar da volatilidade global.
Estrutura e parcerias
Os coordenadores da operação são Santander e CaixaBank, com Banca March, JB Capital e Alantra atuando como intermediários. Hogan Lovells cuida dos aspectos legais. A credibilidade junto aos investidores permanece alta, após a apresentação do plano de negócios e dos resultados de 2025.
As avaliações de mercado destacam a evolução de pares espanhóis no setor, como Técnicas Reunidas e Elecnor, impulsionando o interesse pela área de transição energética e digitalização, que representam grande parte da faturação atual da TSK.
A carteira de projetos assinados já soma 1,3 bilhão de euros, com faturamento de 1,034 bilhão em 2025 e EBITDA de 99,7 milhões, alta de 37%. A empresa aponta acordos preferentes com clientes globais no valor de cerca de 3,7 bilhões de euros, já em andamento.
Perspectivas e riscos
O EBITDA atingiu 9,6% neste último exercício, frente a 7,1% no anterior, enquanto o lucro líquido subiu 64%, para 32 milhões. A captação deverá financiar o plano até 2027, concentrado nos setores de energia e digitalização. A TSK emprega mais de 1.500 pessoas e atua em mais de 50 países.
O fundador Sabino García Vallina detém 84% do capital e manterá o controle após a possível emissão, com a expansão prevista em torno de 25%. A avaliação pré-operação fica entre 500 e 600 milhões de euros, com o preço final a depender do folleto que será apresentado à CNMV.
Perspectiva de estreia
O registro do folleto está previsto para ocorrer cerca de uma semana antes do debut, apontado para 13 ou 14 de maio. A equipe de gestão aposta na continuidade, apesar de fatores externos como a situação no Oriente Médio e a volatilidade do cenário político internacional, que podem representar obstáculos.
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