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Banco do Brasil vê recuperação com oscilações

BB vê 2026 desafiador, com o agronegócio ditando o ritmo da recuperação e impactos esperados de altos e baixos nos resultados

PA - Brasília, DF. 25/05/2023. Personagem - Tarciana Medeiros tem 23 anos de trajetória no Banco do Brasil. Em 2023, assumiu a presidência da instituição, se tornando a primeira mulher a presidir o banco — Foto: Brenno Carvalho/Agência O Globo
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  • BB sinalizou que 2026 deve ser difícil, com o primeiro semestre pressionado pelo agronegócio e possibilidade de altos e baixos na recuperação.
  • A crise impactou as ações, que fecharam em queda de 1,71%, a R$ 23,00.
  • A presidente Tarciana Medeiros declarou que o ano será de reestruturação e foco na sustentabilidade de longo prazo, não em resultados de curto prazo.
  • O banco detalhou renegociações de créditos ligados ao agronegócio, incluindo MP 1.314, com R$ 36,5 bilhões renegociados; 2,5% desse total vencem em 2026.
  • Adiante, houve aumento na qualidade de garantias da carteira de agro, com participação de garantias reais subindo de 31% para 68% na safra 2025/2026 e alienação fiduciária de 3% para 63%.

O Banco do Brasil informou, em reunião anual com investidores, que 2026 deve manter desafio, com o primeiro semestre pressionado pelo desempenho do agronegócio. A instituição projeta altos e baixos na recuperação de resultados ao longo do ano, sem esperar ganhos expressivos já nos primeiros meses.

A presidente Tarciana Medeiros destacou que o foco é a sustentabilidade de longo prazo e não os resultados de curto prazo. Em tom direto, ela afirmou que 2026 será de reestruturação e retomada de crescimento, com melhoria gradual ao longo do ano.

Dados apresentados aos analistas mostram o fluxo de vencimentos de créditos ao produtor rural neste ano, concentrados entre abril e setembro, com pico de 19,9 bilhões em julho. Comparativos com 2025 indicam evolução na qualidade da carteira, mas ainda desafios no agro.

Geovanne Tobias, vice-presidente financeiro, ressaltou a possibilidade de recuperação de médio a longo prazo, mencionando que o ritmo dependerá da renegociação dentro do agro e da próxima safra. Ele sinalizou cenário de mais de um ciclo de recuperação em formato de W.

A executiva reforçou que a trajetória de resultados deverá refletir a evolução do agro, com melhoria na qualidade de ativos prevista para ocorrer em formato de U. O BB também detalhou mudanças de garantias na carteira do setor.

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