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BC deve manter política de juros conservadora, diz BMG

Guerra no Oriente Médio eleva cautela, BC mantém postura conservadora; cortes são graduais e devem encerrar o ano em 12,75%

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  • Flávio Serrano, economista-chefe do Banco BMG, diz que a Selic deve cair, mas com menor intensidade: cortes de 0,25 ponto porcentual e fim do ano em 12,75%.
  • O ritmo depende do ambiente externo: se houver melhora, a queda pode acelerar; se o cenário permanecer pressionado, o BC pode interromper o ciclo antes do esperado.
  • A próxima decisão do BC está marcada para quarta-feira, 29.
  • No curto prazo, há maior risco de inflação por conta do conflito e de serviços; no médio prazo, o risco relevante é a atividade econômica.
  • O dólar está próximo do valor justo, com câmbio estimado em torno de R$ 5 no curto prazo; a dívida pública deve ficar perto de 95% do PIB, o que exige ajuste fiscal e reformas, incluindo a Previdência.

O tema é a atuação do Banco Central diante da guerra no Oriente Médio. Flávio Serrano, economista-chefe do banco Bmg, afirma que a taxa Selic deve seguir caindo, porém com menor intensidade. A conversa foi ao ar no programa Capital Insights, hoje, às 19h.

Segundo Serrano, o BC já vinha adotando postura conservadora no ciclo de afrouxamento. A leitura dele é de que o cenário de riscos pode ficar mais assimétrico, com inflação mais suscetível a erros de alto.

O economista diz que, se o contexto externo permanecer pressionado, com foco no petróleo, o BC tende a interromper o ciclo antes do esperado. Caso haja melhora internacional, a queda pode ganhar fôlego.

Ele ressalta que ainda há espaço para reduzir juros, pois o nível atual é restritivo. O Bmg projeta a Selic fechando o ano em 12,75%, partindo de 14,75% na taxa atual.

A próxima decisão ocorre na quarta-feira (29). Serrano aponta que o BC começou a desaquecer o aperto de forma gradativa desde o início do ano, mas pode manter o ritmo de cortes de 0,25 p.p. para 2024.

No âmbito doméstico, o cenário fiscal preocupa. O economista estima dívida bruta perto de 95% do PIB em breve e aponta riscos para a nota de crédito com gastos elevados e juros altos.

Ele enfatiza a importância de reformas estruturais, citando a Previdência como ponto a ser avançado e a desindexação como agenda relevante. O impacto da guerra sobre preços de serviços também é avaliado como soma de riscos.

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