- Em janeiro de 2018, Elon Musk precisou de US$ 100 milhões e pediu à SpaceX, empresa que fundou, os empréstimos que totalizaram US$ 500 milhões nos três anos seguintes, com juros entre menos de 1% e quase 3%, devolvidos até o final de 2021.
- Os termos foram significativamente mais vantajosos do que os oferecidos por bancos, possível porque a SpaceX é uma empresa privada.
- A investigação do The New York Times aponta que a SpaceX serviu como caixa dois para Musk, apoiando não apenas seus empréstimos pessoais, mas também negócios problemáticos na órbita dele.
- Entre os usos relatados estão empréstimos à Tesla, capitalização da SolarCity e a compra da empresa de IA xAI.
- Com a possível abertura de capital da SpaceX, a empresa deverá detalhar finanças e transações com Musk; SpaceX, Tesla e SpaceX não comentaram.
Elon Musk usou a SpaceX como ferramenta para benefício próprio, aponta reportagem do The New York Times. Entre 2018 e 2021, Musk pediu US$ 100 milhões com a empresa em janeiro de 2018, somando empréstimos que chegaram a US$ 500 milhões. Os empréstimos tinham juros baixos, entre 0,5% e 3%.
Os documentos internos mostram condições favoráveis não comuns em empresas de capital aberto, viabilizando uso privado, segundo o NYT. A SpaceX, empresa privada, devolveu os recursos até o fim de 2021. A reportagem também aponta que o dinheiro ajudou três negócios de Musk ligados à SpaceX.
Além de financiar Musk, a SpaceX supostamente serviu de caixa‑dois para Tesla, SolarCity e a XAI, negócios sob a órbita do bilionário. Investidores da SpaceX, como Founders Fund, teriam demonstrado preocupação sobre conflitos de interesse entre Musk e acionistas.
A publicação ressalta que tais transações representam riscos ao investimento, segundo especialistas. A SpaceX, avaliada em mais de US$ 1 trilhão, continua a ser o principal ativo de Musk, que planeja abrir capital da empresa.
A SpaceX, Tesla e Musk não comentaram o conteúdo das informações ao NYT. O relatório reforça a necessidade de fiscalização conforme a empresa se prepara para uma possível abertura de capital.
Controvérsia nas redes
Relatos citam aumento de conteúdo racista em posts de Musk, segundo o Washington Post. O acervo indica 850 publicações sobre o tema nos últimos meses, bem acima da média anterior.
A análise aponta que Musk tem defendido posições associadas a uma visão conservadora. Ele criticou políticas de igualdade, e afirmou que há hostilidade contra brancos, em declarações repercutidas nas redes sociais.
Outras publicações associam o empresário a debates sobre raça e imigração, com voltas a questões históricas da África do Sul. O material também detalha que Musk elogiou o papel de pessoas brancas na história norte‑americana.
A reportagem do Washington Post cita impactos da atuação de Musk nas plataformas e o efeito de suas mensagens para o público, investidores e o clima público ao seu redor.
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