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ETFs de renda fixa dominam lançamentos de 2026 e como funcionam

ETFs de renda fixa dominam lançamentos de 2026, com 12 de 16 novos fundos indexados a títulos públicos ou crédito privado, indicando mudança de cenário

Porquinho — Foto: Gettyimages
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  • Entre os 16 lançamentos deste ano, 12 seguem índices de renda fixa baseados em títulos públicos ou crédito privado.
  • As captações líquidas de 2026 somaram R$ 17 bilhões, sendo R$ 15,6 bilhões desse total nesse grupo, que já contribuiu para chegar a R$ 100 bilhões no estoque de ETFs na B3.
  • Os ETFs de renda fixa ainda representam menos de um terço dos produtos listados na bolsa, em um universo de 182 ETFs.
  • A explicação para o crescimento está no aprendizado dos investidores sobre esse tipo de produto e na oferta em expansão, especialmente para títulos do Tesouro e crédito privado.
  • Funcionalmente, os ETFs de renda fixa acompanham índices de títulos públicos ou de crédito, costumam ter taxas de administração mais baixas, não implicam come-cotas e têm tributação regressiva conforme o prazo médio da carteira.

Desde o fim de 2025, a renda fixa domina os lançamentos de ETFs no Brasil. Dos 16 fundos anunciados neste ano, 12 utilizam referências baseadas em títulos do Tesouro ou em índices de crédito privado. A tendência ocorre em um cenário de expansão da base de ETFs na B3.

Os dados, coletados pela Quantum, apontam que esses 12 produtos representam 86,72% da captação líquida de ETFs em 2026, de R$ 17 bilhões. O estoque total de ETFs listados na B3 já chega a cerca de R$ 100 bilhões, impulsionado pela atratividade da renda fixa.

Entre os lançamentos, observa-se que esses ETFs representam menos de um terço do total de produtos, com 50 opções entre 182 disponíveis. Enquanto o público ainda assimilava ETFs de ações, criptos e metais, a renda fixa ganhou espaço com maior velocidade de adoção, segundo analistas.

Para Danilo Moreno, da Investo, há assimetria entre o volume investido e o número de produtos. Ele afirma que o mercado chegou a renda fixa tardiamente, e a lacuna vem sendo preenchida rapidamente, com foco maior em educação financeira do que em oferta.

Fernando Siqueira, da Eleven Financial, destaca que os últimos lançamentos têm seguido Letras Financeiras, Tesouro IPCA+ e Tesouro Selic. Ele aponta que, embora haja com foco recente na renda fixa, não é possível prever se essa será a tendência dominante em 2026.

Como funcionam os ETFs de renda fixa

Os ETFs de renda fixa seguem índices de títulos públicos ou de crédito, seja de ativos isolados como o Tesouro Selic, ou de cestas de papéis. O retorno acompanha os juros pagos pelos títulos na carteira.

Entre os atrativos estão as taxas de administração menores que as de fundos não listados e a ausência do come-cotas. Além disso, ETFs não sofrem IOF no resgate anterior a 30 dias da aplicação inicial.

A tributação segue tabela regressiva, com alíquotas que variam conforme o prazo médio da carteira e não do tempo investido. As alíquotas vão de 25% até 15% para prazos médios acima de dois anos. Em alguns casos, investir diretamente em Tesouro pode ser mais vantajoso do que por meio de ETF.

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