- Em março de 2026, as despesas de brasileiros com viagens internacionais somaram US$ 2,0 bilhões, 27,8% acima de março de 2025 (US$ 1,6 bilhão).
- As receitas de turismo no Brasil ficaram estáveis em US$ 0,9 bilhão, levando o déficit líquido com viagens a US$ 1,1 bilhão, alta de 68,3% em relação a março de 2025.
- O Banco Central revisou a metodologia de cálculo, reclassificando transações e elevando as receitas brutas de viagens; o déficit em conta corrente acumulado de 12 meses até fevereiro passou de 2,71% para 2,61% do PIB.
- A revisão decorre da Lei nº 14.286, de 2021, que alterou a prestação de informações de transações de contas de titulares não residentes em reais; parte dos fluxos de cartão de crédito passou a ser registrada como depósitos.
- No conjunto, o déficit em transações correntes ficou em US$ 6,0 bilhões em março, mantendo o déficit de 12 meses encerrados em março em US$ 64,3 bilhões (2,71% do PIB).
A economia brasileira registrou aumento de quase 28% nas despesas com viagens internacionais em março de 2026, na comparação anual. As despesas passaram de US$ 1,6 bilhão para US$ 2,0 bilhões, enquanto as receitas de turismo no Brasil ficaram estáveis em US$ 0,9 bilhão. O déficit líquido com viagens alcançou US$ 1,1 bilhão, alta de 68,3%.
O Banco Central (BC) informou uma divulgação com mudança metodológica nas estatísticas de viagens internacionais, incluindo novas fontes de dados. A revisão elevou a leitura de recebimentos e despesas, com impacto direto no déficit em conta corrente, revisado para 2,61% do PIB em 12 meses encerrados em fevereiro.
A alteração decorre da Lei 14.286/2021, que mudou a forma de registrar transações de contas de titulares não residentes em reais. Cartões usados por viajantes estrangeiros passaram a ser registrados como depósitos, alterando a origem de parte dos fluxos.
Para a XP, o aumento das despesas líquidas com viagens foi o principal impulsionador do resultado da conta de serviços em março, possivelmente refletindo a apreciação cambial. No 1T24, a conta de serviços avançou US$ 0,7 bilhão, 36% acima do ano anterior.
O déficit da conta corrente totalizou US$ 6,0 bilhões em março, abaixo da mediana de US$ 6,3 bilhões projetada por economistas consultados pela Bloomberg, mas ainda superior ao déficit de US$ 2,9 bilhões de março de 2025. O acumulado em 12 meses ficou em US$ 64,3 bilhões (2,71% do PIB).
O superávit comercial de bens alcançou US$ 5,6 bilhões em março, com exportações de US$ 31,7 bilhões, alta de 9,5% frente a março de 2025, impulsionadas por petróleo. As importações crescem 19,9%, para US$ 26,1 bilhões, com expansão em diferentes setores.
O déficit na conta de serviços ficou em US$ 4,8 bilhões no mês, ante US$ 4,2 bilhões em 2025. Além de viagens, houve elevação de gastos com telecomunicações, computação e informações, entre outros, contribuindo para o déficit de 12 meses de US$ 50,3 bilhões.
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