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IPCA-15 deve subir 0,90% em abril, pressionado por alimentos e combustíveis

IPCA-15 de abril pode subir 0,90%, pressionado por alimentos e combustíveis, segundo Daycoval, mantendo a inflação no curto prazo sob pressão

Créditos: depositphotos.com / Brasilnut
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  • O IPCA-15 de abril deve subir 0,90%, segundo o Daycoval, com alimentos e combustíveis como principais motoristas.
  • A leitura será divulgada pelo IBGE na próxima terça-feira (28), mantendo o cenário de inflação pressionada no curto prazo.
  • Alimentos em domicílio devem acelerar, com destaque para itens in natura, leite, ovos, feijão e carne vermelha; gasolina também pressiona nos transportes.
  • Serviços seguem pressionados no núcleo, apesar de queda pontual nas passagens aéreas; itens sensíveis à atividade econômica continuam elevando o peso dos serviços.
  • O Banco Daycoval projeta inflação de 4,6% ao fim de 2026, com viés de alta, sustentado pelo impacto do conflito no Oriente Médio sobre energia.

A prévia da inflação oficial, medida pelo IPCA-15, pode subir 0,90% em abril, segundo o Departamento de Pesquisa Econômica (DPEc) do Banco Daycoval. A alta é puxada por alimentos e combustíveis, em meio a tensão no Oriente Médio que impacta commodities energéticas. A leitura será divulgada pelo IBGE na próxima terça (28).

Entre os fatores, os alimentos no domicílio devem acelerar, com maior pressão em itens in natura, leite, ovos, feijão e carne vermelha. Nos transportes, a gasolina figura entre os principais pontos de pressão, refletindo o cenário externo de energia. Também contribuem preços administrados, como energia elétrica, medicamentos e gás de botijão.

Núcleo e serviços

Apesar de leve desaceleração em serviços, o núcleo da inflação nesse segmento permanece elevado. Itens sensíveis à atividade econômica, especialmente os que demandam mão de obra, seguem pressionados, mantendo serviços subjacentes em patamar alto.

Bens industriais devem registrar alta mais moderada, com aumentos concentrados em etanol, vestuário e produtos eletrônicos, como televisores, aparelhos de som e computadores. A disseminação de pressões ainda existe, mas de forma mais contida do que em alimentos e tarifas.

Perspectivas para 2026

O Daycoval projeta inflação de 4,6% ao fim de 2026, com viés de alta. O cenário considera, sobretudo, o efeito do conflito no Oriente Médio sobre preços de energia e seus impactos indiretos na economia. A leitura de abril reforça a necessidade de monitorar a trajetória da inflação para o planejamento monetário.

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