- O Banco da Rússia reduziu novamente a taxa básica, para 14,5% ao ano, ante 15% na semana, em tentativa de estimular o crescimento após cortes desde junho.
- O presidente Vladimir Putin mandou seus principais assessores econômicos atuarem para melhorar a situação e pediu relatórios detalhados sobre o desempenho macro e propostas para retomar o crescimento.
- A economia russa encolheu 1,8% nos dois primeiros meses deste ano em relação ao mesmo período de 2025, segundo dados preliminares, impactada pelos gastos com a guerra e por sanções ocidentais.
- Apesar da alta recente nos preços do petróleo devido ao conflito no Oriente Médio, a economia continua vulnerável a fatores externos e à fraca receita de exportação de energia causada pelas sanções.
- Os cortes de juros seguem, embora haja risco de inflação elevada, com autoridades buscando caminhos para estimular a demanda interna.
O banco central da Rússia reduziu a taxa básica de juros pela sexta vez desde junho, após críticas do presidente Vladimir V. Putin ao desempenho econômico. A decisão, anunciada na sexta-feira, visa estimular a atividade econômica.
A taxa caiu de 15% para 14,5%, ante o cenário de gastos elevados com a guerra na Ucrânia. A instituição busca manter o impulso econômico sem alimentar uma inflação já pressionada pelos gastos militares.
A economia russa enfrenta dificuldades apesar de um recente repasse de ganhos com o petróleo. Em dois primeiros meses do ano, o PIB retraiu 1,8% frente ao mesmo período de 2025, sinalizando risco de fraqueza macro.
Contexto macroeconômico
Putin ordenou, na semana passada, que seus principais responsáveis econômicos apresentem medidas para reverter o quadro. Ele pediu relatórios detalhados sobre a situação econômica e sobre a trajetória de indicadores que não tem atendido às expectativas.
A comunicação oficial indica preocupação interna com o desempenho econômico, após declarações de dezembro em que o presidente associou a desaceleração a custos de manter o nível macroeconômico desejado. A evolução depende ainda de receitas energéticas e de sanções ocidentais.
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