- Em abril, os preços do café apresentaram volatilidade, com tendência de queda, segundo o Cepea.
- O café robusta teve a menor média desde março de 2024, ficando 11,55% abaixo do mês anterior.
- A pressão sobre os preços é atribuída principalmente à colheita atual, conforme estudo do Cepea.
- O diretor da Sincal, Fernando Souza Barros, disse que a queda era esperada, com compradores se retraindo em abril e maio para a safra seguinte.
- A partir de 1º de janeiro de 2027 entra em vigor a nova reforma tributária, com expectativa de redução de custos de produção entre 15% e 20% por restituição de insumos.
O mercado de café vive volatilidade em abril, com queda de preços. A variedade robusta teve a menor média desde março de 2024, e está 11,55% abaixo do mês anterior. O Cepea aponta que a pressão sobre os preços é atribuída principalmente à colheita em curso.
Segundo Fernando Souza Barros, diretor da Sincal, a queda já era esperada. O produtor acompanha a retração de compradores em abril e maio, que aguardam a entrada da safra para realizar compras a preços mais baixos do que os praticados anteriormente.
A perspectiva para o próximo ano passa pela reforma tributária. A partir de 1º de janeiro de 2027, deve haver mudança que reduziria custos de produção entre 15% e 20%, conforme a estimativa de Barros, com restituição de impostos de insumos utilizados na lavoura.
Reforma tributária e impactos aguardados
A nova agenda fiscal brasileira promete reduzir encargos sobre insumos, o que pode beneficiar produtores rurais. O detalhamento das medidas e o cronograma de implementação devem orientar planejamento de investimentos e custeio.
Analistas ressaltam que, mesmo com os ajustes favoráveis, as variações climáticas e a demanda internacional continuarão influenciando o preço do café. A empresa e o setor aguardam desdobramentos da reforma para calibrar estratégias de produção e comercialização.
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