- Brasil bloqueia acesso à Kalshi, Polymarket e mais vinte sites de mercados de previsão, por suspeita de apostas ilegais.
- A medida afeta a expansão da Kalshi no Brasil, onde Luana Lopes Lara é cofundadora e figura destacada da empresa.
- Autoridades dizem que a restrição busca evitar jogos de azar; reguladores ao redor do mundo permanecem céticos em relação a esses mercados.
- A Kalshi mantém parceria com a XP, que permite a alguns brasileiros apostar sobre temas econômicos, via plataforma da XP.
- A Kalshi afirma que avalia caminhos para operar no Brasil, enquanto o acesso aos sites permanece bloqueado e sujeita a mudanças regulatórias.
O governo brasileiro bloqueou o acesso a plataformas de mercados de previsão, incluindo Kalshi e Polymarket, além de mais 25 sites, sob o argumento de apostas ilegais. A medida afetou particularmente Luana Lopes Lara, cofunder da Kalshi e uma das bilionárias mais jovens do mundo, que é brasileira. A decisão foi anunciada na semana passada pelos órgãos reguladores brasileiros.
Segundo autoridades, as plataformas encorajam apostas em resultados políticos e esportivos, o que levanta preocupações sobre jogos de azar no Brasil. A decisão ocorre em meio a um ceticismo global sobre mercados de previsão e aos esforços de regulamentação que acompanham esse setor emergente. A Kalshi afirmou estar analisando o desfecho da decisão.
A Kalshi mantém parceria com a XP, permitindo que alguns usuários brasileiros realizem apostas sobre temas específicos. Por ora, o acesso direto aos sites da Kalshi e da Polymarket está bloqueado no Brasil, com mensagens de erro exibidas aos usuários. Reguladores podem alterar políticas ao longo do tempo, especialmente com as eleições gerais previstas para este ano.
Implicações regulatórias e parceria com XP
A cooperação com a XP processa apostas de “sim” ou “não” em eventos econômicos do Brasil através da interface da XP e da corretora parceira nos EUA, em vez do site da Kalshi. A XP não comentou oficialmente o assunto. A parceria pode seguir dependendo de futuras diretrizes regulatórias do governo brasileiro.
Luana Lopes Lara já havia indicado, em entrevista publicada no Valor Econômico, o desejo de levar o produto da Kalshi ao Brasil, reforçando o interesse de expansão da empresa no país. A Kalshi não respondeu imediatamente a pedidos de comentário sobre a decisão brasileira.
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