- Niraj Shah, fundador e CEO da Wayfair, liderou a remuneração de 2025 com US$ 280,8 milhões, majoritariamente em ações condicionadas a metas de desempenho; somente US$ 289,5 mil vieram em dinheiro.
- O pacote depende de ações da Wayfair subir 675% nos próximos dez anos, saindo de US$ 81,41 para US$ 630,93 por papel.
- Em 2025, a mediana da remuneração de CEOs das grandes empresas americanas atingiu US$ 29,4 milhões, alta de 23,2% frente a 2024.
- Além de Shah, figura entre os mais bem pagos o CEO da Microsoft, Satya Nadella, com US$ 96,5 milhões, e o CEO da Broadcom, Hock Tan, com US$ 205,3 milhões.
- O CEO da Apple, Tim Cook, acumula US$ 2,39 bilhões em remuneração desde 2011; em 2025, ele recebeu US$ 74,3 milhões.
- Também houve aumento no custo de segurança de CEOs, com média de proteção de US$ 130,4 mil por ano.
Em 2025, Niraj Shah, fundador e CEO da Wayfair, ficou em primeiro lugar no ranking de remuneração de executivos dos EUA, com um pacote total de US$ 280,8 milhões. O dado é da Equilar, especializada em remuneração corporativa, e ficou acima da média de grandes empresas do país.
Ainda segundo a Equilar, 98,89% do total de Shah é composto por ações condicionadas a metas de desempenho. O pagamento em ações depende de manter o cargo e de uma valorização de 675% nas ações da Wayfair nos próximos dez anos, partindo de US$ 81,41 para US$ 630,93 por título. O componente em dinheiro ficou em US$ 289,5 mil.
Panorama comparativo no topo
Tim Cook, CEO da Apple, acumula US$ 2,39 bilhões desde 2011, período em que a companhia viu seu valor de mercado crescer de US$ 349 bilhões para US$ 4 trilhões. Em 2025, Cook recebeu US$ 74,3 milhões, representando uma parcela menor do total de ganhos da empresa.
Satya Nadella, da Microsoft, aparece entre os maiores, com US$ 96,5 milhões, e Hock Tan, da Broadcom, com US$ 205,3 milhões, reforçando a pressão por retenção de executivos em tecnologia, segundo especialistas. A ascensão está ligada à corrida pela inteligência artificial.
Desempenho e remuneração não linear
Shantanu Narayen, da Adobe, recebeu US$ 51,1 milhões em 2025, ainda que as ações tenham recuado 38%. Por outro lado, Kevin Hochman, da Brinker International, liderou o retorno aos acionistas, com alta de 149%, recebendo US$ 30,4 milhões.
Despesas com segurança sob efeito de crescimento
O estudo aponta aumento do gasto com proteção pessoal de CEOs, segmento que subiu 136% desde 2021, para US$ 130,4 mil por ano. A tendência reflete maior exposição pública e pressão sobre líderes corporativos globais.
Entre na conversa da comunidade