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China, antes importadora do Brasil, passa a competir na carne

China deixa de ser importadora de carnes para se tornar exportadora, aumentando frango e porco e alterando o equilíbrio do mercado global

Vaivém das Commodities
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  • A China deixa de ser apenas importadora de carnes do Brasil e passa a exportar, com as importações caindo abaixo de um milhão de toneladas e as exportações chegando a 145 mil toneladas neste ano.
  • As exportações de carne suína chinesa devem subir 18% neste ano, e as de frango devem crescer 29%.
  • A produção de frango na China se recupera, com expectativa de alcançar 17,3 milhões de toneladas em 2026, impulsionada por subsídios, integração de produtores e mais ração disponível.
  • Na carne bovina, a China continua dependente de importações, estimadas em 3,2 milhões de toneladas em 2026, volume 13% menor que em 2025 devido a cotas para proteger o mercado interno.
  • O Brasil permanece como grande participante do mercado global de carnes, com produção de 33,1 milhões de toneladas e exportações de 11,3 milhões, mantendo liderança na carne bovina e no conjunto das três proteínas; os Estados Unidos perdem espaço na carne bovina.

A China, antes apenas importadora de carnes do Brasil, passa a competir com produtores nacionais no mercado externo. O ajuste ocorre após a recuperação da produção chinesa, afetada por problemas sanitários, e pela demanda interna estável, segundo o USDA.

O relatório aponta que as exportações de carne suína devem crescer 18% neste ano, enquanto as de frango avançam 29%. Em 2020, a peste suína africana reduziu a produção de porco a 36,3 milhões de toneladas; prevê-se atingir 59,5 milhões em 2024.

A produção de frango também se recupera, com impulso de subsídios governamentais, maior integração e oferta de ração, elevando o volume de 14,6 milhões de toneladas em 2020 para 17,3 milhões em 2026.

Transição da China: de importadora líquida a exportadora

Com estoque interno robusto, a China reduzirá as importações de carne de porco para abaixo de 1 milhão de toneladas neste ano e pode exportar 145 mil toneladas, segundo o USDA. Até então, as importações predominavam.

Já para o frango, o país deverá exportar 1,4 milhão de toneladas, equivalente a 9% do consumo. Japão, Hong Kong, Rússia e UE são os principais destinos, com o Japão respondendo por cerca de 20% das exportações.

Impactos para o Brasil e para o mercado global

No mercado de carne bovina, a China mantém forte dependência externa. A produção chinesa é de 7,6 milhões de toneladas, com consumo de 10,8 milhões, e as importações devem ficar em 3,2 milhões, 13% abaixo de 2025 por cotas governamentais.

O Brasil permanece entre os principais produtores globais de boi, porco e frango. A produção total deve alcançar 33,1 milhões de toneladas neste ano, representando 11% do volume mundial. As exportações devem somar 11,3 milhões, com 29% do comércio mundial.

O dinamismo atual favorece o Brasil como exportador dominante de carne bovina e, em menor escala, de frango e porco. Os Estados Unidos perdem espaço no mercado global, especialmente na carne bovina, em meio a ajustes de produção e política comercial.

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