Em Alta Copa do Mundo NotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Como a próxima geração redefine a sucessão

Nova geração assume o legado com governança e planejamento de longo prazo, moldando investimentos e responsabilidade de manter o patrimônio familiar

Photo
0:00
Carregando...
0:00
  • A UBS projeta a maior transferência de riqueza da história nas próximas três décadas, estimada em US$ 83 trilhões (R$ 413,47 trilhões).
  • A nova geração assume o legado e a governança, encarando a sucessão como decisão estratégica, com foco em questões estruturais de longo prazo.
  • Entre as preocupações estão tecnologia e inteligência artificial (62%), desigualdade social e pobreza (49%) e educação (41%).
  • A governança familiar é vista como principal mecanismo para reduzir atrito; 56% gostariam de começar conversas sobre riqueza na infância, e 74% das famílias que adotam governança já iniciaram a transferência.
  • No investimento, 79% continuam protegidos por ativos tradicionais; 37% já investem ou pretendem investir em impacto/ESG; 11% em criptomoedas; pares são a principal fonte de aconselhamento (27% global, chegando a 57% entre 22 e 25 anos).

Nas próximas três décadas, ocorre a maior transferência de riqueza da história, estimada em 83 trilhões de dólares, segundo o Global Next Generation Report do UBS. A nova geração não pretende apenas receber o montante, mas continuar o legado e gerenciar o patrimônio.

A pesquisa aponta que jovens herdeiros estão menos ligados a oscilações de curto prazo e mais preocupados com questões estruturais de longo prazo. Para Yuri Freitas, head de planejamento patrimonial do UBS, o foco é diferente do passado.

Entre as prioridades citadas, destacam-se tecnologia e inteligência artificial (62%), desigualdade social e pobreza (49%) e educação (41%). Tasos Zavitsanakis ressalta que esses futuros líderes moldam negócios familiares para um futuro mais sustentável.

Freitas acrescenta que a nova geração está mais preparada financeiramente, com maior atenção à governança e à exposição internacional. O contato com pares ao redor do mundo e viagens frequentes ajudam a construir uma visão global.

A passagem de bastão deixa de ser apenas um evento para se tornar uma decisão estratégica, com impactos reais na governança e na gestão do patrimônio. Famílias que se preparam tendem a ter transição mais suave.

Mudanças de Percepção e Governança

Globalmente, 41% da nova geração encara a transferência como responsabilidade; 38% associam o momento ao luto. Na América do Norte, 67% vêem a sucessão como estratégica, enquanto na América Latina 60% ainda relacionam ao luto.

No Brasil, histórico de instabilidade econômica levou a prioridade de sobrevivência dos negócios pela geração anterior, com foco em apagar incêndios e preservar patrimônio, às vezes em detrimento da governança.

A pesquisa indica que 80% dos herdeiros entendem a estrutura de riqueza, mas buscam compreender valores e motivações passadas. Começar a transferência cedo é prática recomendada por Freitas para desenvolver competências.

Caminhos e Fontes de Orientação

As escolhas de aconselhamento mudam entre gerações: pares são a principal fonte para 27%, seguidos de gestores de patrimônio, consultores fiscais e advogados. Entre jovens de 22 a 25 anos, depender de pares sobe para 57%.

Embora haja avanços, o silêncio persiste em muitas famílias: 56% desejariam ter iniciado conversas sobre riqueza na infância. Entre os que vivenciaram tensões, 33% apontam falhas de comunicação como causa.

Para reduzir atritos, o UBS enfatiza governança familiar bem estruturada, com planejamento antecipado, estruturas jurídicas e visão de longo prazo. Protocolos formais ainda são presentes em menos de 25% das famílias.

Investimentos com Propósito e Riscos

No campo dos investimentos, a nova geração tende a evitar riscos incompreendidos, mantendo 79% de portfólios em ativos tradicionais. Investimentos de impacto e sustentabilidade já contam com cerca de 37% de adesão ou intenção.

Ferramentas de avaliação e monitoramento tornam viáveis a seleção e fiscalização desses ativos. O setor financeiro, por sua vez, vem estruturando processos para facilitar a compreensão de onde o capital é aplicado.

O interesse por ativos digitais é baixo, com apenas 11% alocando em criptomoedas, impulsionado pela insegurança e pela imprevisibilidade do mercado. O analista afirma que a mudança é sobre compreender riscos de forma mensurável.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais