- As ações das construtoras caíram na bolsa nesta segunda-feira (27) após a notícia de que o governo deve lançar o Desenrola 2.0, que pode liberar o uso do FGTS para quitar dívidas.
- Segundo a Folha de S.Paulo, o dinheiro poderia ser usado apenas para quitar a dívida integralmente, não havendo opção de abatimento parcial.
- O formato seria “tudo ou nada”: o FGTS só seria liberado se o saldo for suficiente para quitar o débito por completo.
- Por volta das 11h50, ações de MRV, Direcional, Tenda, Plano & Plano e Cury caiam entre 3% e mais de 6%.
- A resistência do setor à medida é antiga; empresários alertam que o FGTS é a principal fonte de financiamento de moradias, especialmente no Minha Casa, Minha Vida (MCMV).
As ações das construtoras caíram em bloco na bolsa nesta segunda-feira (27), após a divulgação de que o governo federal deve lançar o Desenrola 2.0 nos próximos dias. O programa pode permitir o uso do FGTS para quitar dívidas.
A Folha de S.Paulo publicou que, segundo integrantes do Ministério da Fazenda, o dinheiro só poderá ser usado para quitar a dívida na íntegra, não há possibilidade de abatimento parcial. Ou seja, o uso do FGTS seria “tudo ou nada”, dependendo do saldo suficiente para quitar o débito.
Mesmo com o recuo, o setor já enfrentava pressão. Por volta das 11h50, MRV, Direcional, Tenda, Plano & Plano e Cury registravam quedas entre 3% e mais de 6%.
Contexto e impactos no setor
A resistência do setor é antiga: no início de março, empresários da construção cobraram cautela quanto à flexibilização do FGTS. A medida preocupa porque o FGTS é uma fonte relevante de financiamento para habitação, especialmente para programas como o Minha Casa, Minha Vida (MCMV).
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