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Copom deve emitir comunicado mais firme sobre inflação e alta do Brent

Copom deve adotar tom mais duro ante riscos inflacionários, mantendo cortes contidos e maior peso ao cenário externo, aponta XP

Os membros do Copom em reunião (Foto: Raphael Ribeiro/Banco Central)
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  • XP espera que Copom seja mais duro (“hawkish”) na comunicação, mantendo cautela frente riscos inflacionários e sinalizando maior peso para dados externos, com corte de 0,25 p.p. e Selic em 14,50%.
  • O comunicado deve indicar mudanças leves para reforçar a atenção aos riscos de inflação, sem sinalizar interrupção do ciclo de quedas no curto prazo.
  • Economistas da XP alertam que o aumento de riscos inflacionários eleva a probabilidade de manter o ritmo de 0,25 p.p. ou interromper o ciclo antes do previsto.
  • Desde a última reunião, altas de petróleo pressionam a inflação, com o IPCA núcleo subindo de 3,3% para 4,7% entre janeiro e março e PIB 2026 acima de 4% no 1T.
  • A XP projeta IPCA de 2026 em 4,5%, câmbio funcionando como amortecedor; após o corte de 0,25 p.p., aguardam mais duas quedas de 0,50 p.p. em jun/ago, com pausa eleitoral e retomada futura conforme condução da política fiscal.

O Copom deve emitir um comunicado com tom mais duro, segundo a XP, ao tratar os riscos inflacionários. A aposta é de que o BC dará mais peso aos dados externos sem sinalizar interrupção no ciclo de queda no curto prazo. A expectativa é de queda de 0,25 p.p. na Selic, para 14,50%.

A XP aponta que o comunicado deve sinalizar cautela diante do cenário externo, mantendo o ritmo de ajuste gradual. Economistas da casa destacam que a leitura dos próximos dados é determinante para confirmar o caminho de abrandamento da política monetária.

Entre os sinais avaliados, os analistas destacam que o BC pode reforçar a assimetria de piora nos riscos de inflação, já que o petróleo em alta eleva as pressões de curto prazo. O cenário externo e a volatilidade do petróleo ocupam posição central na leitura da instituição.

Alta do petróleo e inflação

Desde a última reunião, dados apontam piora nas perspectivas inflacionárias, com o núcleo do IPCA avançando de 3,3% para 4,7% entre janeiro e março. O efeito do choque energético é citado como vetor relevante de pressão.

No cenário doméstico, a XP vê impulso de demanda decorrente de estímulos públicos, com expectativa de PIB acima de 4% no primeiro trimestre de 2026 e continuidade de crescimento nos trimestres seguintes.

Projeções e câmbio

A XP estima alta nas projeções de inflação do BC, com o IPCA de 2026 passando de 3,9% para 4,5%. Para 2027, a taxa de inflação anual esperada seria de 3,4%. O dólar continua a atuar como amortecedor, com o real registrando ganho próximo de 9% neste ano.

O relatório aponta que o câmbio ajudaria a reduzir o IPCA de 2026 em cerca de 0,7 p.p., contribuindo para frear a inércia inflacionária em 2027.

Caminho da Selic e prazos

Após o corte de 0,25 p.p. esperado nesta semana, a XP projeta duas reduções adicionais de 0,50 p.p. em junho e agosto. Mantém a visão de Selic em 13,50% ao fim de 2026, desde que tensões geopolíticas não voltem a subir.

Em 2027, a instituição prevê pausa para avaliação durante o período eleitoral, com retomada do ciclo de flexibilização condicionada à clareza sobre a condução da política fiscal.

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