- O dólar abriu em queda acentuada na manhã desta segunda-feira (27), cotado a R$ 4,9735, com expectativa de novas negociações entre EUA e Irã e decisões sobre juros no Brasil e nos EUA.
- Analistas projetam que o Comitê de Política Monetária do Banco Central reduza a Selic para 14,5% na próxima reunião, com corte de 0,25 ponto percentual, enquanto o Federal Reserve deve manter a taxa entre 3,5% e 3,75%.
- Na sexta-feira anterior, o dólar fechou estável, e a Bolsa caiu 0,33%, refletindo a cautela do mercado com o cenário internacional.
- As negociações entre EUA e Irã para encerrar o conflito no Oriente Médio estavam marcadas para acontecer, porém não ocorreram no fim de semana, gerando incerta sobre o desfecho.
- O preço do petróleo reagiu com alta superior a 3%, ultrapassando a casa dos US$ 100 por barril, devido ao bloqueio no estreito de Hormuz e à tensão na região.
O dólar abriu em queda acentuada nesta segunda-feira, 27, conforme investidores monitoram as negociações entre EUA e Irã sobre o fim do conflito no Oriente Médio e se preparam para as reuniões sobre juros no Brasil e nos EUA nesta quarta-feira. A expectativa é de queda na Selic e manutenção dos juros norte-americanos.
Às 10h05, o dólar caía 0,44%, cotado a 4,9735 reais. Na sexta-feira, o dólares fechou em baixa de 0,08%, a 4,998 reais, e a Bolsa recuou 0,33%, aos 190.745 pontos. O dia é marcado pela tensão geopolítica e pela leitura de indicadores para a política monetária mundial.
O mercado diplomático ainda aguarda avanços nas negociações entre Estados Unidos e Irã, que não ocorreram no fim de semana conforme o esperado. O grupo de negociação norte-americano estava previsto para liderar encontros no Paquistão, mas houve cancelamento de viagens previstas.
No plano doméstico, analistas veem o Copom reduzir a Selic para 14,5% em 0,25 ponto percentual, enquanto o Fed deve manter a faixa de juros entre 3,5% e 3,75%. As decisões ocorrem nesta quarta-feira e costumam influenciar o desempenho cambial local.
Como o petróleo sobe acima de US$ 100 o barril, após interrupções no tráfego no estreito de Hormuz, o Brasil pode se beneficiar com receitas maiores, mas o cenário global de incerteza pressiona ativos locais. Movimentos de proteção no mercado também são observados com o aumento da volatilidade.
Especialistas destacam cautela no curto prazo: até haver sinais concretos de distensão entre EUA e Irã e normalização do fluxo de petróleo, o tom do mercado deve oscilar entre alívio e proteção. A leitura principal continua sendo a incerteza geopolítica e as perspectivas de política monetária.
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