- O dólar caiu pelo terceiro dia seguido, fechando a R$ 4,9823, com queda de 0,31%.
- O Ibovespa terminou o pregão em queda de 0,33%, aos 190.745 pontos.
- Atraídos pelo recuo do dólar, os mercados também observaram alta nos preços do petróleo, em meio ao impasse entre Estados Unidos e Irã.
- O Irã apresentou uma nova proposta para reabrir o Estreito de Ormuz, condicionada a retirada de bloqueios e a avanço de negociações; os EUA avaliam, mas manteram exigências.
- No cenário brasileiro, o Boletim Focus mostrou nova alta na inflação prevista para 2026, com projeções acima do priorizado pelo mercado, impactando as expectativas futuras.
O dólar fechou em queda pelo terceiro dia seguido, cotado a 4,9823 reais, com queda de 0,31%. A sessão foi marcada por oscilações, refletindo o impasse entre EUA e Irã. O Ibovespa teve nova queda, encerrando perto de 190.745 pontos, com recuo de 0,33%.
A queda da moeda norte-americana acompanhou o movimento dos preços do petróleo, que avançaram no mercado externo. Investidores seguem atentos às negociações de paz entre EUA e Irã e à possibilidade de cessar-fogo mais estável no Golfo.
Nesta segunda-feira, o Irã apresentou uma proposta para reabrir o Estreito de Ormuz, sob condições que incluem o recuo de bloqueios aos portos iranianos e o fim da guerra. A Casa Branca avaliou a oferta, mantendo exigências já anunciadas.
Apesar do cessar-fogo, a relação entre Washington e Teerã permanece tensa, o que impacta o fluxo de petroleiros pela rota do Golfo. A situação elevou a percepção de risco e sustenta a volatilidade nos mercados.
No Brasil, o Boletim Focus apontou nova alta nas projeções de inflação para 2026, de 4,80% para 4,86%. A inflação cada vez mais pressionada pelo petróleo acima de US$ 100, após a escalada do conflito no Oriente Médio.
Mercado global e petróleo
Em Wall Street, destaques indicam leve queda dos índices. Dow Jones e S&P 500 recuaram levemente, enquanto o Nasdaq caiu mais. Na Europa, quedas generalizadas marcaram a abertura, com destaque para o STOXX 600.
Na Ásia, as bolsas fecharam sem direção única. Xangai registrou ganho, enquanto Hong Kong caiu. Japão teve alta no Nikkei e Coreia do Sul subiu, refletindo dados regionais e o ambiente geopolítico.
Dólar, Ibovespa e petróleo permanecem sob influência direta das negociações entre EUA e Irã e das perspectivas de crescimento global, com o mercado avaliando impactos de eventuais acordos, sanções e o andamento do cessar-fogo no Golfo.
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