- Banco Central divulgou o boletim Focus, com inflação projetada para 2026 em 4,86%, a sétima semana consecutiva de revisões para cima.
- O ajuste reflete, entre outros fatores, os impactos econômicos da guerra no Oriente Médio.
- O economista Roberto Troster diz que isso configura um choque de preços, não uma inflação generalizada, e aponta desaceleração da economia.
- Segundo Troster, a queda do dólar ajuda a reduzir custos de milho e soja no curto prazo.
- Mesmo com as projeções mais altas, o especialista acredita que é viável que as expectativas de inflação levem a uma redução das taxas de juros nas próximas semanas.
O Banco Central divulgou o boletim Focus nesta segunda-feira, 27, com uma elevação da projeção de inflação para 2026, passando a 4,86%. É a sétima semana consecutiva de revisões para cima. O ajuste está relacionado aos efeitos econômicos do conflito no Oriente Médio.
O estudo mostra que, mesmo com a inflação projetada acima, as perspectivas para juros podem mudar. Analistas apontam que fatores como a evolução da taxa de câmbio pesam sobre as estimativas, o que pode manter o debate sobre cortes ainda aberto.
Projeção de Inflação e Cenários
O economista Roberto Troster, em entrevista ao Conexão Record News, ressalta que o choque de preços observado não configura inflação generalizada, diferente do que ocorreu no ano anterior com pressão de serviços e salários. Ele aponta desaceleração da economia brasileira como um efeito.
Segundo Troster, a queda do dólar tem puxado para baixo os custos de milho e soja, o que ajuda a conter pressões em alguns itens. Com isso, ele afirma que as projeções para a inflação podem recuar nas próximas semanas.
Ele reforça que todos os componentes da inflação estão sujeitando-se à variação cambial, o que pode manter o cenário de juros em disputa entre aumento, manutenção ou recuo. A expectativa é de revisões para baixo em breve, conforme o câmbio se estabilize.
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