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Ibovespa fecha abaixo de 190 mil e dólar cai, o que explica?

Ibovespa fecha em queda pela quarta sessão, pressionado por decisões de política monetária e tensões com o Irã; dólar cai para R$ 4,982

Ibovespa fecha em baixa e perde os 190 mil, enquanto dólar cai: o que explica? | Germano Lüders/Exame
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  • O Ibovespa caiu 0,61%, fechando aos 189.578 pontos, na mínima do dia, após chegar a 191.339,94 pontos na máxima, com volume de R$ 20,6 bilhões.
  • O dólar à vista fechou em leve queda de 0,31%, cotado a R$ 4,982, oscilando entre R$ 4,983 (máxima) e R$ 4,964 (mínima).
  • Entre as blue chips, apenas Petrobras fechou em alta, com PETR4 avançando 0,45% e PETR3 subindo 0,34%.
  • As maiores quedas ficaram com Cury3 (-7,76%), Vale (-0,43%) e bancos, enquanto o setor de construção e consumo sensíveis ao custo de capital recuaram.
  • Fatores externos e internos na agenda: tensões EUA-Irã, balanço trimestral no radar, petróleo Brent a US$ 108,23 e WTI a US$ 96,37; foco no Boletim Focus, com inflação, câmbio e câmbio projetados para o fim de 2026.

O Ibovespa fechou em baixa pela quarta sessão seguida, caindo 0,61% e encerrando aos 189.578 pontos, na mínima do dia. O recuo ocorreu após ter chegado a 191.340 pontos. A bolsa registrou um volume de R$ 20,6 bilhões.

Entre as ações, apenas seis papéis terminaram em alta. Destaque para Usiminas, Prio, Assaí, Natura, Weg e Hypera Pharma. Entre as blue chips, Petrobras teve leve alta, com PETR4 subindo 0,45% e PETR3 avançando 0,34%.

Entre as quedas, Vale caiu 0,43% perto da divulgação do balanço trimestral. Bancos — Itaú, Bradesco, Santander, Banco do Brasil e BTG — também registraram perdas. Cury9 liderou as baixas do índice, com queda de 7,76%.

O dólar spot fechou em leve queda de 0,31%, a R$ 4,982, com volatilidade entre R$ 4,964 e R$ 4,983 durante o dia. O movimento de câmbio acompanhou o tom mais contido do exterior.

Mercados de commodities e tensão geopolítica

Contratos de petróleo voltaram a subir, com o Brent avançando 2,75% para US$ 108,23 o barril e o WTI subindo 2,09% para US$ 96,37. A fala é de frustração com o ritmo de negociações entre EUA e Irã.

Informações sobre possível reabertura do Estreito de Ormuz foram divulgadas pelo portal Axios, sugerindo etapas iniciais. A Casa Branca analisa a proposta, sem detalhes. O secretário de Estado, Marco Rubio, reiterou resistência a controle iraniano sobre o estreito.

Perspectivas de juros e fluxo externo

O Boletim Focus trouxe revisão altista para a inflação, com IPCA para 2026 em 4,86% e PIB em 1,85%. A Selic permanece em 13% ao ano, e o dólar projetado em 5,25 reais até o fim de 2026. O movimento reflete ajuste gradual das expectativas.

Analista destaca que a curva de juros, menor dinheiro no atacado e inflação persistente elevam custos e freiam atividade. O fluxo estrangeiro mostrou saída líquida de R$ 917,96 milhões no mercado à vista até o dia 23, com saldo anual ainda positivo.

Bolsas americanas e contexto atual

Na sessão externa, S&P 500 e Nasdaq fecharam em máximas, enquanto Dow Jones teve leve queda. O ambiente é marcado pela cautela com o impasse entre EUA e Irã e pela atuação de decisões de política monetária ao longo da semana.

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