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OpenAI e Microsoft encerram exclusividade, sinalizando parceria aberta

OpenAI e Microsoft entram em novo acordo, com casamento aberto; OpenAI pode vender modelos a AWS e outros provedores, ampliando mercado do ChatGPT

OpenAI e Microsoft rompem exclusividade; agora é ‘casamento aberto’
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  • OpenAI e Microsoft revêm o acordo de exclusividade, tornando a parceria mais flexível e permitindo que OpenAI use a AWS e outros provedores de cloud, sem perder a Azure como base principal.
  • Os produtos da OpenAI devem ser lançados “primeiro na Azure” se a Microsoft oferecer suporte; caso contrário, a OpenAI pode disponibilizar tudo a clientes em qualquer provedor de nuvem.
  • A Amazon Web Services anunciou investimento de até US$ 50 bilhões na OpenAI, com integração na Bedrock e ferramenta Frontier, entre outros detalhes a serem apresentados pela AWS.
  • A Microsoft continuará como maior acionista e manterá um acordo de compartilhamento de receita com a OpenAI até 2030, mas deixará de pagar revenue share.
  • O acordo elimina a polêmica “AGI Clause”; ao mesmo tempo, a OpenAI aponta expectativa de abrir o capital neste ano, com valuation próximo de US$ 1 trilhão, em meio a uma avaliação recente de US$ 852 bilhões post-money.

A OpenAI e a Microsoft anunciaram a revisão de sua parceria, substituindo a exclusividade por um modelo de cooperação mais flexível. A mudança permite à OpenAI trabalhar com outros fornecedores de cloud e ampliar a distribuição de seus modelos de IA.

A relação entre as empresas começou em 2019, com a Microsoft investindo US$ 1 bilhão, que evoluiu para mais de US$ 100 bilhões. A parceria viabilizou o desenvolvimento do ChatGPT com suporte de infraestrutura da Azure.

Segundo a divulgação, a OpenAI poderá oferecer seus produtos a clientes de qualquer provedor de nuvem, incluindo a Amazon Web Services. A Azure continua sendo a principal nuvem, especialmente nos primeiros seis anos do novo acordo.

Contexto da parceria

Antes, a OpenAI deveria compartilhar seus modelos com a Microsoft e usar apenas a nuvem Azure. A atual repactuação mantém a Microsoft como principal acionista e parceira de infraestrutura, porém com maior flexibilidade operacional para a OpenAI.

O acordo reduz restrições de distribuição e remove a chamada AGI Clause, que limitava o acesso da Microsoft a desenvolvimentos futuros com inteligência geral. A transição ocorre mesmo diante de tensões públicas entre as partes.

A Microsoft já investiu cerca de US$ 135 bilhões na OpenAI e continuará sendo acionista majoritária. A OpenAI manterá parte de sua receita com a Microsoft até 2030, mas sob novos limites e condições.

Novo estágio e impactos

O texto do acordo aponta que a OpenAI poderá lançar produtos primeiro na Azure, salvo indisponibilidade de suporte. Caso contrário, os produtos poderão chegar a clientes em qualquer provedor de nuvem.

A AWS já sinalizou ferramentas de IA para a OpenAI, incluindo a plataforma Bedrock e serviços como Frontier. A movimentação indica uma competição mais aberta no segmento de IA empresarial.

O contexto inclui ainda o processo civil envolvendo Elon Musk, que acusa Sam Altman e Greg Brockman de desvio de missão. O processo não impede a vigência da nova parceria entre OpenAI e Microsoft.

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