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Secretário diz que juros beiram extorsão e produtor pode perder terra para banco

Secretário de Agricultura de São Paulo afirma que juros beiram a extorsão e que o endividamento pode levar produtores a perder terras para bancos, mesmo com safra recorde

O secretário de Agricultura e Abastecimento de São Paulo, Geraldo Melo Filho
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  • O secretário de Agricultura e Abastecimento de São Paulo, Geraldo Melo Filho, afirmou na Agrishow que os juros estão próximos da extorsão e que o endividamento pode levar produtores a perder terras para bancos e credores.
  • Ele ressaltou que o setor trabalha com margem mínima ou negativa e criticou a política do governo federal.
  • Melo Filho disse que o crédito anunciado pelo governo horas antes parecia “fantasma”, sem juros definidos, sem prazo de entrada em vigor e sem direcionamento claro.
  • Segundo o secretário, o Plano Safra perdeu relevância, o seguro rural tem valor reduzido e o crédito pode ter juros acima de 20%.
  • Ele também destacou recordes de inadimplência e de recuperação judicial no campo, afirmando que o governo não pretende reformar o campo, mas confiscar o esforço dos produtores.

O secretário de Agricultura e Abastecimento de São Paulo, Geraldo Melo Filho, disse durante a Agrishow que o setor enfrenta juros próximos à extorsão. Ele criticou a política agrícola do governo federal.

Melo Filho afirmou que, mesmo com colheitas fartas, o campo registra recordes de inadimplência e de recuperação judicial. Segundo ele, o financiamento ficou menos acessível para produtores.

O secretário criticou o anúncio de crédito feito pelo governo na véspera da abertura da feira, chamando de promessa sem eficácia evidente. Disse que não há juros definidos nem prazo claro para começar.

Ele afirmou que o Plano Safra perdeu relevância e deixou o produtor à própria sorte. O seguro rural estaria cada vez mais reduzido, e o crédito cobraria mais de 20% de juros quando chega.

Crédito e financiamentos

Melo Filho disse que o crédito disponível é insuficiente para as necessidades do dia a dia do produtor. Ele ressaltou que a atividade segue gerando empregos e exportações, mas enfrenta custos altos.

O secretário apontou que, mesmo com a crise, a produção continua. Apontou que a dignidade do produtor depende de condições de crédito estáveis e de políticas que reduzam o peso dos juros.

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