- Pesquisa Datafolha aponta que mulheres relatam mais insegurança financeira que homens: 44% vs 36%.
- Em geral, quatro de cada dez brasileiros dizem ter humor ruim ou péssimo em relação às finanças pessoais.
- As brasileiras também respondem menos confiantes de que as finanças não afetam a saúde, em comparação aos homens.
- A economista Carla Beni destaca o “trabalho invisível” das mulheres — cuidar da casa, das crianças e dos idosos — que não é contabilizado pelo PIB.
- Ela também afirma que metade dos lares é chefiada por mulheres, o que eleva o desgaste mental, emocional e psicológico.
Uma pesquisa do Datafolha, divulgada neste domingo, aponta que as brasileiras relatam maior insegurança e desânimo em relação à situação financeira. Quatro em cada dez brasileiros avaliam o humor financeiro como ruim ou péssimo, sendo 44% entre mulheres e 36% entre homens.
Entre as entrevistadas, as finanças pessoais são associadas a impactos negativos na saúde. A percepção de que a condição econômica prejudica o bem‑estar costuma ser mais intensa entre as mulheres.
O estudo também traz uma leitura sobre o papel da mulher na economia doméstica. Uma economista da Fundação Getúlio Vargas destaca o conceito de um trabalho invisível, ligado aos cuidados com casa, crianças e idosos, que não é contabilizado pelo PIB. Ela ressalta que metade dos lares brasileiros tem como chefe uma mulher, o que amplia o desgaste mental, emocional e psicológico feminino.
Segundo a especialista, esses dois fatores, combinados, ajudam a explicar a sensação de maior pressão financeira vivida por mulheres. O dado de que metade dos lares é chefiada por mulheres reforça a relevância da discussão sobre o custo emocional do cuidado familiar.
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