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UniversalizaSP avança com até R$ 100 bi em investimentos e leilão

UniversalizaSP avança com até R$ 100 bi em investimentos até 2060, visando leilão ainda neste ano para universalizar saneamento em 146 municípios paulistas

Estação de Tratamento de Água do Guaraú, no Jardim Peri, na zona norte de São Paulo: Sabesp demonstrou interesse em outras cidades
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  • UniversalizaSP abre consulta pública nesta segunda-feira, 27, com prazo de trinta dias e cinco audiências regionais, visando conceder saneamento a 146 municípios paulistas não atendidos pela Sabesp; leilão pode ocorrer ainda neste ano.
  • O projeto prevê investimentos de até R$ 100 bi até 2060, incluindo capex e opex, beneficiando cerca de seis milhões de pessoas, incluindo áreas rurais.
  • O modelo é de concessão comum subsidiada, em que o governo pode aportar recursos para viabilizar a operação e manter tarifas modestas.
  • Municípios serão organizados em blocos por regionale, com base em bacias hidrográficas e infraestrutura compartilhada; pode haver o mesmo operador em mais de um bloco; regras do leilão serão definidas após a consulta.
  • Sabesp sinaliza interesse na participação; secretária pública destaca competição e segurança regulatória, afirmando que calendário não deve ser impactado por eleições.

O programa UniversalizaSP avança com a abertura da consulta pública realizada pelo governo de São Paulo. A iniciativa pretende conceder o saneamento básico a 146 municípios não atendidos pela Sabesp, com leilão previsto para este ano. Investimentos podem chegar a R$ 100 bilhões até 2060.

A consulta pública terá duração de 30 dias e será acompanhada por cinco audiências regionais, conforme publicado no Diário Oficial. Nos próximos passos, o edital deve ser divulgado no terceiro trimestre, e o leilão está previsto para o quarto trimestre, segundo Natália Resende, secretária de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística.

O projeto será estruturado como concessão comum subsidiada. O modelo não fixa uma divisão rígida entre Estado e iniciativa privada, permitindo que o governo antecipe recursos para viabilizar a operação e manter a modicidade tarifária.

Os municípios serão organizados em blocos, com base em regionalização, bacias hidrográficas e compartilhamento de infraestrutura. A definição final dos lotes e regras do leilão acontecerá após a consulta pública, incluindo a possibilidade de um mesmo operador vencer mais de um bloco.

A iniciativa busca universalizar o acesso à água e ao esgoto até 2033, alicerçada em segurança e resiliência hídrica. O objetivo é transformar a cadeia de saneamento, da produção à redistribuição da rede, por meio de projetos estruturantes.

Estimativas apontam R$ 29 bilhões em movimentação financeira até 2033 e até R$ 100 bilhões até 2060, considerando capex e opex durante os contratos. Aproximadamente 6 milhões de pessoas devem ser beneficiadas, incluindo áreas rurais.

Entre as obras previstas estão a expansão de redes, a renovação de tubulações para reduzir perdas e o reforço de captação e produção de água. O modelo prevê tarifa social para famílias de baixa renda e repasse de parte das receitas aos municípios via FMSAIs.

A Sabesp já indicou interesse em participar do UniversalizaSP, citando ganhos operacionais e de escala. A secretária ressaltou que o mercado de saneamento em São Paulo oferece segurança regulatória e espaço para competição além da Sabesp.

Ela também afirmou que não vislumbra riscos relevantes de concorrência com outros projetos do setor, como a privatização da Copasa, destacando que são modelos distintos. O calendário eleitoral, segundo Natália, não deve atrasar o processo.

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