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Venda de mina brasileira intensifica disputa EUA-China e chega ao STF

Venda da Serra Verde a USA Rare Earth por US$ 2,8 bilhões intensifica guerra tecnológica EUA-China e leva o caso ao STF

Venda da mineradora Serra Verde a empresa americana coloca o Brasil no centro da disputa global por terras raras, dominada pela China (Foto: Ilustração Gazeta do Povo - com DALL-e)
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  • A venda da mineradora Serra Verde, em Minaçu, Goiás, para a americana USA Rare Earth por US$ 2,8 bilhões ocorreu no dia 20 e intensifica a rivalidade tecnológica entre EUA e China.
  • O acordo contou com aporte direto do governo dos EUA por meio da International Development Finance Corporation (DFC), de US$ 565 milhões, dentro do Project Vault, programa de estoques estratégicos de Washington.
  • O Brasil detém reservas potenciais de 21 milhões de toneladas de óxidos de terras raras, ficando atrás apenas da China, que domina produção e refino.
  • A operação provocou reação política no Brasil, com ações no STF para suspender a venda e críticas sobre a transferência de controle sem contrapartidas de processamento no país.
  • Parlamentares e especialistas defendem negociação pragmática para obter transferência de tecnologia e segurança jurídica, evitando que o Brasil vire apenas fornecedor de matéria-prima.

O anúncio da venda da mineradora Serra Verde, de Minaçu (GO), para a americana USA Rare Earth por US$ 2,8 bilhões, em 20 de abril, reacendeu a disputa tecnológica entre EUA e China. O acordo envolve financiamento estatal americano e mudanças no controle estratégico de terras raras no Brasil.

A Serra Verde é a única produtora comercial de terras raras operando no Brasil fora da Ásia. A operação utiliza argila iônica e produz ímãs para motores elétricos e aplicações militares. A compra ocorreu com aporte de US$ 565 milhões da International Development Finance Corporation (DFC), braço de fomento dos EUA, dentro do Project Vault.

Os EUA veem a aquisição como forma de reduzir a dependência chinesa em minerais críticos. O Brasil detém estimativas de reservas de 21 milhões de toneladas de óxidos de terras raras, o segundo maior estoque mundial, atrás da China, que domina a produção e o refino.

Especialistas apontam riscos e benefícios. A falta de uma política industrial robusta para minerais críticos pode limitar ganhos econômicos para o Brasil, mantendo o país como exportador de matéria-prima sem transferência tecnológica garantida.

Para o Brasil, a negociação exige negociação pragmática. Analistas defendem condições que assegurem transferência de tecnologia e segurança jurídica, para que o capital estrangeiro gere ganho de infraestrutura e valor agregado no país.

A repercussão política levou o tema ao STF. A Rede Sustentabilidade protocolou ADPF para suspender a venda, alegando soberania nacional. Deputados questionaram a avaliação de interesse público pela ANM, o regulador de mineração.

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