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BMG compra Concord, surgindo nova gigante da música

BMG compra Concord, criando gigante global da música com EBITDA projetado de US$ 1,2 bilhão; sede em Nashville e escritório europeu em Berlim

Empresas se unem em meio à consolidação do setor e à busca por maior poder de barganha com plataformas digitais
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  • A gravadora alemã BMG Rights Management concordou em adquirir a Concord, grupo independente de Nashville, criando uma das maiores empresas do setor.
  • A operação gera uma companhia com Ebitda projetado de US$ 1,2 bilhão no curto prazo, para competir com a Warner Music Group.
  • A nova empresa terá sede em Nashville, com escritório europeu em Berlim, e operará sob a marca BMG; o CEO da Concord, Bob Valentine, liderará o grupo.
  • A Great Mountain Partners ficará com 33% da empresa combinada; Bertelsmann deterá o restante. A Great Mountain receberá US$ 1,16 bilhão em pagamento único em dinheiro.
  • A aquisição amplia o portfólio de catálogos das duas companhias, fortalecendo posição frente a plataformas de streaming e enfrentando o movimento de consolidação do setor.

A gravadora alemã BMG Rights Management fechou acordo para adquirir a Concord, grupo independente de música com sede em Nashville. A operação cria uma das maiores empresas do setor, com projeções de EBITDA de US$ 1,2 bilhão no curto prazo.

A transação envolve dois dos maiores compradores de catálogos musicais das últimas décadas. A Concord administra catálogos de artistas como Daft Punk e Daddy Yankee, além de musicais da Broadway. A BMG trabalha com nomes do country, como Jelly Roll e Jason Aldean.

Não foram divulgados os termos financeiros do negócio. A Bloomberg havia indicadoo, em janeiro, que a fusão poderia valer até US$ 7 bilhões.

Estrutura e liderança

A combinação ficará sob o guarda-chuva da Bertelsmann, grupo alemão, com sede em Nashville para a nova empresa e escritório europeu em Berlim. O CEO da Concord, Bob Valentine, liderará o grupo; Thomas Coesfeld, atual CEO da BMG, deverá assumir a presidência da nova companhia.

A Great Mountain Partners, fundo de private equity, deterá 33% da empresa resultante; o restante ficará com a Bertelsmann. A Great Mountain receberá um pagamento único de US$ 1,16 bilhão em dinheiro.

Posição de mercado e estratégia

A nova empresa pretende competir em nível global com a Warner Music Group, ampliando o poder de negociação com serviços de streaming e respondendo ao avanço de startups de IA. Analistas veem a operação como alternativa às grandes gravadoras para atrair artistas.

Especialistas destacam que a IA pode tornar catálogos mais valiosos, na visão de executivos das companhias. A direção afirma buscar ganhos de eficiência, principalmente na coleta de royalties e gestão de dados, com acesso potencial a repertórios mediante acordos com proprietários de IA.

Contexto do setor

O movimento de consolidação no setor ocorre em meio a aprovações regulatórias e aquisições recentes, como a compra da Downtown Music Holdings pela Universal e a aquisição da Revelator pela Warner Music. O mercado mira manter o crescimento, mesmo com o recuo de alguns indicadores de investimentos.

Fontes indicam que o valor de catálogos continua em alta, mesmo com menor ritmo de consumo. Outras compras relevantes incluem a aquisição da Kobalt pela Primary Wave, reforçando o interesse por direitos autorais e gestão de conteúdo.

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