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Brasil adota montagem com placas pré-moldadas, com foco em orçamento e entrega

Brasil adota construção modular com placas de concreto pré-moldado, importando de Singapura, China, Alemanha e Suécia, para controlar custos e reduzir prazos de entrega

O que muda no controle absoluto do orçamento e na entrega das chaves
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  • Brasil se junta a Singapura, China, Alemanha e Suécia para importar construção modular com placas de concreto pré-moldado, visando controle mais rígido do orçamento e entrega das chaves mais rápida.
  • O sistema fabrica paredes e lajes dentro de fábrica e, no canteiro, as peças são montadas como um quebra-cabeça, trabalhando com vãos já embutidos; uma casa de médio porte fica pronta em cerca de 15 dias.
  • Segundo o Sinduscon, a obra industrializada reduz custos imprevisíveis, já que a alvenaria tradicional pode ter até 20% de entulho e retrabalho, elevando o custo final em até 8%.
  • O prazo de entrega é significativamente menor: uma casa de 100 metros quadrados pode ficar pronta em 15 a 20 dias, com economia indireta de mais de R$ 20 mil.
  • O Brasil já tem participação relevante da construção industrializada (64,5%), com 70,5% das empresas usando estruturas pré-fabricadas; o financiamento ainda é mais facilitado para alvenaria, mas há iniciativas como Homelend para modular.

Brasil se aproxima de Singapura, China, Alemanha e Suécia ao importar o método de montagem residencial com placas de concreto pré-moldado. A mudança visa conter custos excessivos e reduzir prazos, prometendo entrega mais rápida e menos surpresas financeiras.

A técnica fabrica paredes e lajes em fábrica, com formas de alumínio e concreto de alta resistência. Peças prontas chegam ao terreno para montagem final, numa operação que pode reduzir o tempo de construção em até 80%.

Como funciona o método de montagem

As peças são produzidas em galpões, com vãos de janelas, portas e tubulações já embutidos. No canteiro, equipes unem as placas sobre a fundação, formando a casa como um quebra-cabeça.

Essa industrialização permite erguer uma residência de médio porte em cerca de 15 dias, frente ao prazo da alvenaria tradicional, que costuma superar um mês.

O que muda no orçamento

Com a construção modular, as principais fontes de estouro de custo são eliminadas. No modelo tradicional, até 20% do material pode virar entulho, elevando custos em até 8%.

Segundo o Sinduscon, a obra industrializada oferece maior controle de custos, já que tudo é calculado em ambiente controlado. O contrato prevê o valor exato do investimento.

Entrega das chaves

O tempo até a conclusão é o grande diferencial. Casas de 100 m² em alvenaria demandam de 6 a 12 meses, enquanto a versão modular pode ficar pronta em 15 a 20 dias.

Essa agilidade reduz aluguel, contas de água e energia no canteiro, além de diminuir gastos com vigilância, com economia indireta que pode superar os R$ 20 mil.

Países que lideram o uso

Na Suécia, mais de 80% das casas unifamiliares utilizam componentes pré-fabricados. A Alemanha é exportadora da tecnologia, com padrões de qualidade. Singapura e China adotam o método para ampliar o atendimento habitacional.

O Mini Sky City, na China, mostrou a potencialidade ao erguer um prédio de 57 andares em 19 dias com módulos de concreto pré-moldado.

Brasil já observa o movimento

O setor no Brasil já responde por 64,5% dos processos construtivos, com a construção residencial liderando a adoção. A FGVIbre, em parceria com o Modern Construction Show, aponta que 70,5% das empresas industrializadas utilizam estruturas de concreto pré-moldado.

Motivos citados: menor prazo (81,5%), maior controle de custos (66%) e redução de desperdício, com quase zero entulho no canteiro. A agenda de avanço depende de financiamento e capacitação de mão de obra.

Financiamento para casas modulares

A alvenaria continua com maior facilidade de crédito em instituições como a Caixa. Em geral, é exigida a averbação do imóvel pronto para liberar financiamento, o que demanda capital inicial maior.

Iniciativas como a Homelend já financiam projetos modulares fabricados pela Tecverde. À medida que o setor cresce, mais bancos devem oferecer linhas específicas, acompanhando tendências de mercados como Suécia e Alemanha.

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