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Brasil pode sair ganhador em novo cenário global, aponta estudo

Estudo do McKinsey aponta reorientação do comércio global até 2025, com o Brasil ampliando exportações para a China e a inteligência artificial como motor de crescimento

bandeira brasil — Foto: Getty Images
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  • Em 2025, o comércio mundial passou por realinhamento geopolítico, com o Brasil se destacando ao ampliar exportações para a China, substituindo parte de importações que vinham dos EUA.
  • O crescimento do comércio ficou impulsionado pelo setor de inteligência artificial, com exportações de semicondutores e equipamentos para centros de dados respondendo por cerca de um terço do avanço global.
  • A China expandiu seu papel como “fábrica das fábricas”, aumentando embarques para economias emergentes e fornecendo máquinas e peças para manufatura avançada.
  • O comércio entre EUA e China caiu por volta de trinta por cento após tarifas implementadas, com os EUA buscando substitutos de fornecedores e chineses reduzindo preços de bens de consumo para encontrar novos compradores.
  • O Sudeste Asiático ganhou importância na manufatura global, o Brasil viu expansão de exportações para a China, enquanto a União Europeia enfrentou maior entrada chinesa e tarifas americanas mais elevadas.

O McKinsey Global Institute publicou um estudo que mostra o papel crescente da geopolítica na reestruturação do comércio mundial. O documento aponta oportunidades para o Brasil, a Índia e países asiáticos, com três anos de pesquisa sobre realinhamentos geopolíticos do comércio.

A pesquisa indica que, em 2025, mesmo diante de tensões, alianças antigas seguiram sob pressão e as relações comerciais foram reavaliadas. O estudo analisa mudanças significativas ao longo de linhas geopolíticas.

Entre os destaques, as importações dos EUA e as exportações da China alcançaram recordes. O Sudeste Asiático ampliou seu papel na manufatura global, enquanto o Brasil venceu ao expandir exportações para a China em grande escala, substituindo commodities que antes iam aos EUA.

A leitura também aponta que o comércio relacionado à inteligência artificial emergiu como motor de crescimento, com um terço do crescimento global vindo de semicondutores e equipamentos para centros de dados, impulsionado por fornecedores asiáticos.

A China ampliou ainda mais seu papel como “fábrica das fábricas”, elevando embarques para economias emergentes e fornecendo componentes industriais que aceleram centros de manufatura avançada ao redor do mundo.

Outro aspecto relevante é a queda de cerca de 30% no comércio entre EUA e China após o tarifaço. Diversos fornecedores substituíram parte da demanda norte-americana, enquanto exportadores chineses reduziram preços de bens de consumo para encontrar novos compradores.

No Sudeste Asiático houve prosperidade, com aumento do comércio tanto com os EUA quanto com a China. Já a União Europeia enfrentou pressão dupla: mais importações chinesas e tarifas americanas mais elevadas.

Segundo o Valor Econômico, o estudo reforça a percepção de que o comércio global seguirá se ajustando a dinâmicas geopolíticas, com ganhos relevantes para países que se adaptarem aos novos padrões de demanda e cadeias produtivas. Fonte: Valor Econômico.

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