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Como a Opep+ funciona e afeta os preços do petróleo

Emirados Árabes Unidos anunciam saída da Opep+ a partir de 1º de maio, impactando produção e o equilíbrio dos mercados globais de petróleo

Opep é responsável por quase a metade do petróleo produzido no mundo
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  • Os Emirados Árabes Unidos anunciaram saída da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), a partir de 1º de maio.
  • A Opep+ (com a Rússia) já produziu quase metade do petróleo mundial, mas a fatia caiu para cerca de 44% em março, após a guerra com o Irã e cortes de produção.
  • Antes da guerra, os Emirados produziam 3,3 milhões de barris por dia, com capacidade entre 4,5 e 5 milhões; os cortes em março reduziram a produção do grupo em quase oito milhões de bpd em relação a fevereiro.
  • A Opep+ afirma ajustar a produção para equilibrar os mercados; há críticas sobre possível manipulação de preços, sem conclusão comprovada.
  • Membros da Opep: Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Kuwait, Iraque, Irã, Argélia, Líbia, Nigéria, Congo, Guiné Equatorial, Gabão e Venezuela; não membros da Opep na Opep+: Rússia, Azerbaijão, Cazaquistão, Bahrein, Brunei, Malásia, México, Omã, Sudão do Sul, Sudão e Brasil (este entrou em 2025).

Os Emirados Árabes Unidos anunciaram nesta terça-feira que deixariam a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), a partir de 1º de maio. A decisão ocorre em meio à guerra com o Irã e a divergência com outros países do Golfo Pérsico. A Opep, com aliados, é conhecida como Opep+.

A Opep+ reúne a Opep e potências não membros, incluindo a Rússia. Segundo estimativas da Agência Internacional de Energia (AIE), o grupo produziu quase 50% do petróleo mundial no ano passado. Os Emirados são o quarto maior produtor dentro da Opep.

A Opep foi criada em 1960, em Bagdá, por países da região e Venezuela, para coordenar políticas petrolíferas e manter preços estáveis. Hoje, conta com 12 membros, principalmente no Oriente Médio, e perdeu participação frente a produtores rivais.

Em 2016, a Opep+ foi formada para recuperar influência ao se unir a 10 países não membros. A aliança ampliou a participação do blocos no mercado global, chegando a perto de 50% da produção.

Antes da escalada entre EUA e Irã, os Emirados produziam cerca de 3,3 milhões de barris por dia, com capacidade potencial de 4,5 a 5 milhões bpd. A guerra alterou drasticamente o cenário de oferta, com interrupções no Estreito de Ormuz.

A produção da Opep+ no Golfo caiu quase 8 milhões de bpd em março ante fevereiro, conforme o cartel. Os cortes ocorreram devido a limitações de exportação, ainda que haja tentativas de contornar o estreito estratégico.

Quem são os membros e quem compõe a Opep+

A lista de membros atuais da Opep inclui Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Kuwait, Iraque, Irã, Argélia, Líbia, Nigéria, Congo, Guiné Equatorial, Gabão e Venezuela. Os Emirados anunciaram a saída a partir de maio.

Entre os não membros, na aliança Opep+ estão Rússia, Azerbaijão, Cazaquistão, Bahrein, Brunei, Malásia, México, Omã, Sudão do Sul, Sudão e Brasil, que aderiu no início de 2025. A saída dos Emirados não altera automaticamente os acordos vigentes.

Perspectivas para o mercado e impactos

A Opep+ sustenta que ajusta produção para equilíbrio de mercados, enquanto críticos acusam manipulação de preços. A trajetória de oferta continua influenciada por conflitos regionais e pela dinâmica de produção dos grandes produtores.

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