- Dólar abriu em alta a R$ 5,0073, após fechamento de véspera em R$ 4,9823.
- Ibovespa opera com atenção aos próximos movimentos e abre o dia com expectativa de anúncio de indicadores.
- Irã propôs reabrir o Estreito de Ormuz mediante fim de bloqueio aos portos iranianos, fim da guerra e adiamento de discussões sobre enriquecimento de urânio; EUA analisam a proposta.
- O presidente dos EUA, Donald Trump, e equipe discutem a resposta aos iranianos nos próximos dias.
- No Brasil, o foco está no IPCA-15 de abril, com expectativa de alta de 0,95% no mês e 4,45% em 12 meses.
O dólar abriu a sessão desta terça-feira em alta, cotado a 5,0073 reais, correspondente a uma alta de 0,49% em relação ao fechamento de segunda. O Ibovespa ainda não tinha sido atualizado às 10h. A pauta econômica acompanha a inflação prevista para o país e o comportamento de ativos internacionais.
A incerteza no Oriente Médio segue pressionando os mercados. O Irã apresentou uma nova proposta aos EUA para reabrir o Estreito de Ormuz, condicionando a reabertura ao fim de bloqueios, ao fim da guerra e ao adiamento de negociações sobre enriquecimento de urânio. A Casa Branca avalia a proposta, enquanto Trump e assessores devem apresentar resposta nos próximos dias.
No Brasil, o foco está no IPCA-15 de abril, com expectativa de alta de 0,95% no mês e 4,45% em 12 meses. Esses números devem influenciar o comportamento dos ativos locais, especialmente o mercado de juros. Nos EUA, a agenda inclui índices de confiança do consumidor e dados de estoques de petróleo, que podem mexer com o humor dos mercados.
Mercados globais
As bolsas externas mostraram desempenho diverso. Em Wall Street, o S&P 500 subiu 0,12%, o Nasdaq avançou 0,20% e o Dow Jones caiu 0,13%. Na Europa, o STOXX 600 fechou em queda de 0,3%, com recuos em DAX, CAC 40 e FTSE 100. Na Ásia, houve variações mistas entre as principais bolsas.
O petróleo reagiu à região do Golfo e à incerteza diplomática. O barril Brent avançava pouco mais de 1%, perto de 106,50 dólares, após ter atingido 108,50 dólares no início do pregão. A percepção de risco geopolítico sustenta o tom de risco nos mercados.
Boletim Focus e projeções
O Boletim Focus atualizou as previsões de inflação para os próximos anos, elevando a inflação de 2026 para 4,86% e de 2027 para 4%. Apesar disso, o mercado ainda projeta queda relevante da Selic até o fim de 2026, mantendo expectativa de juros em torno de 13% ao ano. O dólar projetado para o fim de 2026 caiu para 5,25 reais.
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