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FGC registra queda de 12,2% no patrimônio líquido em 2025

FGC fecha 2025 com déficit de R$ 17,1 bilhões e patrimônio líquido de R$ 123,2 bilhões; liquidez fica em R$ 110,9 bilhões em março, diante da quebra do Banco Master

FGC - (crédito: Shutterstock)
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  • O Fundo Garantidor de Créditos (FGC) registrou queda de 12,2% no patrimônio líquido em 2025, de R$ 140,4 bilhões para R$ 123,2 bilhões, com um deficit de R$ 17,1 bilhões devido à provisão para garantias do Banco Master, liquidado pelo Banco Central.
  • A liquidez do FGC encerrou 2025 em R$ 123,4 bilhões e caiu para R$ 110,9 bilhões em março de 2026, uma queda de aproximadamente 10,1% no período.
  • Em março de 2026, o FGC recebeu R$ 32,2 bilhões em antecipação de contribuições de instituições associadas para recomposição das reservas, elevando o patrimônio líquido para R$ 118,5 bilhões e a liquidez para R$ 110,9 bilhões, com índice de liquidez de 2% dos saldos elegíveis.
  • As liquidações extrajudiciais do grupo Banco Master, Master de Investimentos e Letsbank geraram uma provisão de R$ 40,6 bilhões ao fim de 2025 para pagamento de garantias; o total estimado de garantias envolve R$ 51,7 bilhões, com impacto nas reservas de cerca de R$ 57,4 bilhões.
  • Até o momento, o pagamento de garantias soma aproximadamente R$ 49 bilhões a quase 870 mil credores, com 94,5% do volume financeiro já entregue aos beneficiários.

O Fundo Garantidor de Créditos (FGC) publicou, nesta terça-feira (28/4), o Relatório Anual de 2025. O documento mostra queda de 12,2% no patrimônio líquido, de 140,4 bilhões de reais em 2024 para 123,2 bilhões em 2025. O resultado também contabilizou um déficit de 17,1 bilhões, decorrente da provisão para pagamento de garantias do Banco Master, liquidado pelo Banco Central.

A liquidez do FGC, que protege investidores no Sistema Financeiro Nacional, caiu neste ano devido à crise envolvendo o conglomerado do ex-banqueiro Daniel Vorcaro. Ao fim de 2025, o FGC apresentava recursos líquidos de 123,4 bilhões, mas, com pagamentos realizados no primeiro trimestre, caiu para 110,9 bilhões em março, uma redução de 10,1%.

Evolução financeira e pagamentos

Entre fevereiro e março de 2026, o FGC recebeu 32,2 bilhões de reais em antecipação de contribuições pelas instituições associadas, para recompor as reservas. Com esse movimento, o patrimônio líquido ficou em 118,5 bilhões e a liquidez em 110,9 bilhões em março de 2026, e o índice de liquidez passou a 2% do saldo de elegíveis.

As liquidações extrajudiciais ligadas ao Banco Master, à Master de Investimentos e à Letsbank geraram uma provisão final de 40,6 bilhões de reais para pagamento de garantias aos credores até o fim de 2025. Em janeiro de 2026, houve ainda as liquidações da Will Financeira e do Banco Pleno, elevando o total estimado de garantias a 51,7 bilhões de reais, com o impacto total estimado nas reservas de 57,4 bilhões.

Segundo a instituição, até o momento, o pagamento de garantias soma cerca de 49 bilhões de reais, destinados a quase 870 mil credores, com 94,5% do volume financeiro já entregue aos beneficiários. O FGC informou que as informações integram o balanço relativo ao exercício de 2025 e os desdobramentos de 2026 decorrentes das liquidações associadas ao conglomerado.

Reações e comentários

O economista Roberto Luis Troster avaliou que os dados do balanço não configuram um problema grave para o FGC, mesmo diante do déficit contábil de 17 bilhões de reais. Já Daniel Lima, presidente do FGC, destacou que em 2025 o fundo manteve a confiança de depositantes e investidores, em especial diante da liquidação do Banco Master.

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