- Brasil ocupa a 92ª posição mundial de produtividade por hora trabalhada, piorando em relação ao ano anterior; a Argentina tem cerca de 50% mais produtividade e os EUA cerca de quatro vezes e meia.
- O segmento de pequenas e médias empresas concentra as maiores expectativas de ganho com IA, já que sete em cada dez brasileiros trabalham nelas.
- Casos práticos mostram IA oferecendo suporte 24 horas a pequenos comerciantes fora do expediente, substituindo a necessidade de um grande time.
- Sólides, Omie e iFood destacam o papel de preencher ausências de gestão: o mercado é de cerca de sete milhões de pequenos negócios, com redução de rotatividade e payback em torno de 15 meses.
- A Omie aponta expansão de mercado ao integrar IA ao WhatsApp, ampliando o público de 1,5 milhão para 7 milhões de empresas; o principal desafio é a execução, não a adoção.
A inteligência artificial é apontada como catalisadora de produtividade para as PMEs brasileiras, em meio a dados que mostram o Brasil na 92ª posição global por hora trabalhada. A avaliação foi feita durante o painel The AI Economy Brazil, promovido pela Bloomberg Línea em parceria com a Sólides.
Diego Barreto, CEO do iFood, destacou a distância do Brasil em relação a outros países e citou números de produtividade: Argentina fica 50% acima, EUA chegam a quatro vezes e meia. Executivos ressaltaram que o gap representa uma grande oportunidade.
O tema foi confirmado por Mônica Hauck, CEO da Sólides, que enfatizou o papel da IA para preencher lacunas de gestão em milhões de pequenos negócios, grande parte sem RH estruturado. Ela citou ações trabalhistas no país e reduções de rotatividade na consultoria da própria Sólides.
Marcelo Lombardo, CEO da Omie, trouxe exemplos práticos da IA na distribuição. Segundo ele, a adoção atravessa a barreira de entrada ao integrar IA ao WhatsApp, ampliando o mercado de 1,5 milhão para 7 milhões de empresas, ao facilitar o uso por pequenos empresários sem educação tecnológica.
Os relatos mostraram que o impulso da IA não substitui pessoas, mas amplia a atuação em horários fora do expediente e simplifica diagnósticos. Barreto explicou que agentes de IA substituem a necessidade de equipes grandes para atendimento noturno.
A discussão também apontou que o ativo principal das soluções está nos dados proprietários acumulados ao longo do tempo, o que confere vantagem competitiva aos serviços SaaS. A visão é de que o ganho de produtividade depende da execução e da capacidade de transformar tecnologia em resultado.
AOmie, Sólides e iFood destacaram o desafio de adoção, com ressalvas sobre a prontidão dos clientes. Embora existam tecnologias avançadas, os executivos ressaltaram a necessidade de preparar equipes para receber as ferramentas.
Para Alessandro Garcia, cofundador da Sólides, a diferença entre empresas está na capacidade de converter IA em resultados operacionais. Barreto reforçou a ideia de que o custo de implantação pode deixar de ser o gargalo, abrindo espaço para expansão.
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