- Ibovespa abriu em forte queda, caindo mais de 1% e aos 187,6 mil pontos às 10h20, com aversão ao risco após o IPCA-15 de abril e a cautela com o cenário político.
- No exterior, mercados operam com cautela: Dow Jones tem leve alta, enquanto S&P 500 e Nasdaq recuam; petróleo em alta sustenta setores ligados à commodity.
- IPCA-15 de abril subiu 0,89% mensal, com alta acumulada de 4,37% em 12 meses, ficando acima da expectativa de alguns agentes, mantendo a inflação no radar.
- No radar doméstico, bancos, Vale e varejo recuam na abertura; expectativa pelo balanço da mineradora aumenta a cautela, com destaque para a queda do Assaí após o resultado.
- Petrobras e petroleiras juniores sobem com a alta do petróleo; Gerdau avança após divulgar resultados; dólar perto de R$ 4,98 e juros futuros sobem.
O Ibovespa abriu em forte queda nesta terça-feira (28), pressionado pelo IPCA-15 de abril, pela cautela com o cenário político doméstico e pela expectativa de balanços da Vale após o fechamento. O índice caiu mais de 1% até as 10h20, tentando manter o patamar acima dos 187 mil pontos.
A queda veio acompanhado de perdas em bancos, Vale e varejo, com o avanço recente da Bolsa cedendo espaço a realização de lucros. O mercado também acompanha a repercussão de dados de inflação locais e ruídos no cenário político para 2026.
No exterior, investidores operam com cautela. Futuros dos EUA mostram desempenho misto, com Dow em leve alta e S&P 500 e Nasdaq em queda. O petróleo em alta sustenta ações do setor, enquanto a inflação global segue no radar.
IPCA-15 e cenário político no radar
O IPCA-15 de abril subiu 0,89%, com alta de 4,37% em 12 meses. O número ficou aquém da expectativa de 1,0% mensal e 4,48% anual, mas mantém a inflação em foco dos investidores. O mercado também monitora a disputa presidencial de 2026.
Ibovespa em queda
Na B3, bancos lideram as perdas, seguidos por Vale e varejo. A temporada de balanços, com destaque para a Vale, reforça a cautela. O setor de supermercados também caiu, com Assaí registrando forte baixa após o 1T.
Petrobras e commodities
Enquanto isso, Petrobras e petroleiras juniores avançam com a alta do petróleo. A Gerdau também sobe após divulgar resultados. O dólar comercial opera próximo de R$ 4,98, e os juros futuros sobem, refletindo o ambiente mais defensivo.
Mercado em perfil defensivo
O início de sessão mostra investidores atentos à inflação, ao cenário político e aos balanços corporativos. A semana segue com atenção ao desempenho de setores-chave e aos próximos indicadores que podem orientar o humor do mercado.
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