- Todas as 154 lojas Claire’s no Reino Unido e na Irlanda foram fechadas, com a perda de cerca de 1.300 empregos.
- A marca enfrentou queda de consumo pós-pandemia, concorrência de varejistas online baratos e dificuldade de acompanhar tendências de moda.
- A Claire’s, fundada nos Estados Unidos, chegou a ter milhares de pontos de venda globalmente, mas sofreu declínio na preferência de pré-adolescentes.
- Em agosto do ano passado, a operação norte-americana entrou em falência pela segunda vez; no Reino Unido, a rede foi colocada em administração e comprada pela Modella Capital, resultando em dezenas de fechamentos e milhar de demissões.
- Em janeiro de 2026, a Claire’s voltou a entrar em administração, com o ambiente de rua comercial no Reino Unido considerado desafiador.
Desde o início de 2020, a rede Claire’s encerrou suas operações no Reino Unido e na Irlanda, com o fechamento de todas as lojas próprias. A decisão afeta 154 unidades e coloca fim a uma fase de mais de duas décadas de presença nas ruas londrinas e de outras cidades.
Lucy Craddock e Taylor Crouch, amigas que costumavam comprar na loja, passaram pela antiga Claire’s em Oxford Street e encontraram o local coberto por tapumes. Para elas, o encerramento representa a perda de uma memória de infância.
A rede, fundada nos EUA, chegou ao Reino Unido no final dos anos 1990, vendendo acessórios e oferecendo serviços de piercing. Com o tempo, a marca enfrentou queda de popularidade entre jovens, aumento da concorrência online e mudanças no consumo de moda.
Profissionais de mercado apontam que o cenário foi agravado pela pandemia, que acelerou a migração para lojas virtuais e plataformas de venda rápida. Padrões de consumo passaram a privilegiar compras por impulse em ambientes digitais.
Especialistas ressaltam ainda que o modelo de lojas físicas de Claire’s, que dependia de itens de moda acessíveis e de serviços de piercing, não acompanhou as mudanças de hábitos dos consumidores, contribuindo para o declínio da marca.
Ao todo, o fechamento representa a eliminação de cerca de 1.300 empregos e encerra uma década de turbulência para a companhia, com múltiplas declarações de insolvência no histórico recente. A avaliação de analistas aponta que o varejo on‑the‑go passou a dominar as opções de compra, reduzindo o apelo de lojas puramente físicas.
O impacto local é perceptível em quem frequentava as lojas desde a adolescência, como nas lembranças compartilhadas por clientes que cresceram com a marca. Especialistas destacam que a evolução do varejo exige reposicionamento constante e oferta alinhada às tendências de moda e de consumo.
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