- IPCA-15 subiu 0,89% em abril de 2026, abaixo das expectativas, com alta de 4,37% em doze meses.
- Alimentação e bebidas liderou a alta (1,46%), com alimentação no domicílio em 1,77% e itens como cenoura, cebola, leite e tomate em alta.
- Transportes avançou 1,34%, impulsionado pelos combustíveis, que subiram 6,06%; gasolina teve alta de 6,23%.
- Saúde e cuidados pessoais subiram 0,93%, com medicamentos em alta de 1,16% e planos de saúde em 0,49%.
- Habitação acelerou para 0,42%, destacando a energia elétrica residencial, que aumentou 0,68%, com reajustes tarifários especialmente no Rio de Janeiro.
O IPCA-15 registrou alta de 0,89% em abril de 2026, segundo o IBGE, ficando abaixo das projeções de 1,00%. No acumulado de 12 meses, o índice passou a 4,37%. O dado foi divulgado nesta terça-feira, 28 de abril.
A leitura é considerada moderada, mas aponta pressão contínua em itens de consumo das famílias. O resultado ressalta a concentração da inflação em itens básicos, especialmente alimentação e combustíveis.
Alimentos lideram a alta em abril
A categoria Alimentação e Bebidas avançou 1,46%, contribuindo com 0,31 ponto percentual ao IPCA-15. A alimentação em domicílio acelerou de 1,10% para 1,77% entre março e abril, com aumentos relevantes de itens básicos.
Entre os equipamentos com maior peso, cenoura subiu 25,43%, cebola 16,54% e leite longa vida 16,33%. Tomate subiu 13,76%, enquanto carnes avançaram 1,14%.
A alimentação fora do domicílio também acelerou, de 0,35% para 0,70%, com altas tanto em lanches quanto em refeições.
Combustíveis puxam o grupo de Transportes
Transportes contribuiu com alta de 1,34% e impacto de 0,27 ponto, liderado pelos combustíveis. A variação saiu de queda de 0,03% em março para alta de 6,06% em abril.
A gasolina foi responsável por 6,23% de alta e representou o maior impacto individual no mês, adicionando 0,32 ponto ao IPCA-15.
Saúde, energia e habitação pressionam o índice
Saúde e Cuidados Pessoais subiu 0,93%, com impacto de 0,13 ponto. Medicamentos avançaram 1,16% após reajuste autorizado de até 3,81% desde 1º de abril. Planos de saúde subiram 0,49%.
No grupo Habitação, a inflação acelerou de 0,24% para 0,42%. A energia elétrica residencial passou de 0,23% para 0,68%, com reajustes tarifários aplicados por concessionárias, especialmente no Rio de Janeiro.
Contexto e impactos para o consumidor
Apesar de o IPCA-15 ter ficado aquém do esperado, a leitura qualitativa aponta pressões relevantes. Alta de alimentos in natura, reajustes administrados como energia e medicamentos, além da retomada da pressão de combustíveis, mantêm o desafio para a política monetária.
A inflação continua não disseminando de forma uniforme, mas permanece concentrada em itens essenciais. A influência de custos básicos no orçamento das famílias segue como foco das análises do mercado e das autoridades.
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