- O governo do Canadá apresentou uma atualização de primavera com déficit menor que o previsto, impulsionado pela alta dos preços do petróleo e pela resiliência da economia.
- A dívida está cerca de 14% abaixo do projetado; o déficit para o ano fiscal de 2025-26 havia sido estimado em C$ 78,3 bilhões.
- Na véspera, o Canadá anunciou um fundo soberano para investir em infraestrutura e projetos domésticos, com contribuição inicial de C$ 25 bilhões.
- O primeiro-ministro Mark Carney disse que houve “boas notícias” e que o governo foi responsável na gestão fiscal, citando cortes de gastos para financiar novos programas.
- O documento ressalva riscos globais, como tarifas dos EUA e tensões geopolíticas, mantendo previsão de crescimento, mas déficit estável em torno de C$ 50 bilhões até 2031.
O governo do Canadá apresentou, hoje, uma atualização econômica de primavera em Ottawa. O primeiro-ministro Mark Carney divulgou que o déficit ficou abaixo do esperado, impulsionado pela alta dos preços do petróleo e pela resiliência da economia, mesmo diante de tensões comerciais e incertezas geopolíticas. O déficit estimado para o período 2025-26 caiu em relação ao previsto na proposta de outono.
A dívida está cerca de 14% menor do que o projetado. O documento também aponta que o governo reduzirá gastos para financiar novos programas, incluindo a criação do maior fundo soberano do país. O Canadá Strong Fund terá contribuição inicial de 25 bilhões de dólares e atuará em energia, infraestrutura, mineração, agricultura e tecnologia. Jovens com algum capital poderão investir diretamente.
Perspectivas e riscos
Apesar do saldo positivo, o informe alerta que a economia permanece sujeita a revezes globais, como tarifas norte-americanas e tensões no Oriente Médio, que podem afetar o cenário a longo prazo. A previsão aponta crescimento contínuo, porém com incertezas externas.
Entre as medidas anunciadas estão um alívio temporário no imposto sobre combustível para aliviar custos aos consumidores e o recolhimento de um crédito único de alimentos para famílias de menor renda. O documento também sinaliza déficit próximo de 50 bilhões de dólares até 2031.
Controvérsia política
Antes de divulgar o relatório, o líder conservador Pierre Poilievre cobrou redução firme de gastos e equilíbrio fiscal. Segundo ele, a dívida elevada estaria por trás de problemas de custo de vida no país, pressionando famílias. O tema permanece em foco no debate parlamentar.
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