- Magda Chambriard, presidente da Petrobras, afirma que, mesmo com esforços para encerrar conflitos, efeitos da guerra persistem e o petróleo deve ficar em torno de US$ 70 o barril ao final do ano, com previsão de queda de preços.
- A Petrobras diz que não está pressionada pela paridade internacional e elabora cenários para evitar volatilidade no preço interno; produção nacional cobre entregas previstas para abril e maio.
- A possível aprovação de lei para usar receitas extraordinárias do petróleo para reduzir tributos pode permitir reajustes, mas a isenção de PIS/Cofins pode evitar altas diretas ao consumidor.
- A subvenção ao diesel já está sendo paga pelo governo; parte do subsídio retorna aos cofres públicos por tributos, participação nos lucros e repasses.
- A estatal não promove mais leilões de combustíveis; o último foi de diesel, e o leilão de GLP foi considerado um equívoco; houve a saída do diretor Claudio Schlosser e devolução de diferença do PPI aos clientes.
A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, afirmou que os efeitos da guerra que começou em 28 de fevereiro não desaparecerão rapidamente, mesmo com esforços para encerrar o conflito. O cenário aponta para queda de preços do petróleo e de derivados, com o barril projetado em torno de US$ 70 no fim do ano.
Segundo ela, a estatal se prepara para preço baixo e precisa de estratégias resilientes. Magda explicou que a Petrobras busca reduzir a volatilidade externa por meio da paridade de importação (PPI) e de cenários que minimizam choque no mercado doméstico. A avaliação foi feita em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense.
A executiva ressaltou que a paridade internacional não pressiona sozinha o preço interno. Ela disse que, mesmo diante de eventual aprovação de tributos para reduzir combustíveis, a isenção de PIS/Cofins pode evitar alta direta ao consumidor.
Cenário de preços e tributos
Magda destacou que a desoneração tributária pode abrir espaço para reajustes, dependendo do entendimento do Congresso Nacional. A ideia é manter o preço de paridade internacional estável e proteger o investidor privado. O governo enviou ao Congresso o projeto de lei complementar sobre o tema, mas ainda sem decisão.
A Petrobras não vê necessidade de importação de gasolina para cumprir entregas de abril e maio, segundo a presidente. A produção nacional cobre a demanda, salvo em situação excepcional se algum importador falhar, o governo solicitar que a Petrobras assuma a demanda.
Subvenções e impactos
A executiva citou o papel da subvenção ao diesel, apontando que o mecanismo elevou o valor por litro. Educar o público sobre os efeitos da política foi considerado importante, pois parte do subsídio retorna aos cofres públicos por meio de tributos e participações.
Ela afirmou que os pagamentos já estão sendo feitos e condicionou a adesão ao programa à regulamentação da ANP, necessária para operacionalizar a subvenção econômica. Em relação à entrega de abril e maio, Magda enfatizou a cobertura pela produção nacional.
Leilões e gestão de portfólio
Magda comentou que a Petrobras não promove mais leilões de combustíveis; o último foi de diesel. Sobre o leilão de GLP, a executiva chamou o processo de confuso e equiparou a um equívoco, creditando-o a mudanças regulatórias não consideradas na época.
Ela mencionou ainda que houve saída do diretor Claudio Schlosser, em função do leilão de diesel de 31 de março, e a companhia devolveu aos clientes diferenças relativas ao PPI divulgado pela ANP para o período de 23 a 27 de março.
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